5 9 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 para recuperação”, ressalta a médica. “Da mesma forma, uma alimentação adequada não compensa um treinamento mal planejado.” A preocupação com a prática segura de exercícios também se torna ainda mais relevante a partir dos 40 anos. Além do aumento progressivo da incidência de doenças cardiovasculares, o passar dos anos está relacionado à redução de massa muscular e da capacidade física, o que torna o treinamento de força especialmente importante. “Mais do que pensar apenas em estética ou performance, nessa fase devemos pensar em preservar força, mobilidade, independência e qualidade de vida para os próximos anos. A atividade física passa a ser uma ferramenta de longevidade”, afirma Catharina. Em meio ao aumento da oferta de informações sobre suplementação, hormônios, biohacking e alta performance nas redes sociais, a especialista também chama atenção para os riscos da busca por resultados rápidos. Segundo ela, qualquer estratégia envolvendo suplementos, medicamentos ou outras intervenções deve ser individualizada e conduzida por profissionais habilitados. “A principal recomendação é: a saúde precisa vir antes da performance”, enfatiza. “Hoje existe muita informação nas redes sociais e, ao mesmo tempo, muita promessa de resultado rápido. Mas não existe fórmula mágica.” Catharina alerta ainda para métodos que prometem mudanças expressivas em pouco tempo sem apresentar de forma clara riscos, limitações ou indicações. Para ela, mesmo diante das tendências e novidades relacionadas à performance, os fundamentos permanecem os mesmos. “No final, continuamos voltando ao básico: treino, sono e alimentação. A alta performance sustentável não é construída de um dia para o outro. É construída com consistência, acompanhamento adequado e respeito aos limites do organismo”, conclui. Sobre a especialista Dra. Catharina Portugal é especialista em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Santa Izabel e pósgraduanda em Medicina do Esporte pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Atua no Hospital Ortopédico Einstein na área de medicina esportiva, é professora universitária e orientadora da Liga Acadêmica de Ortopedia e Medicina Esportiva, além de fundadora da CAPRE – Consultório Ortopédico Esportivo. Foi médica do Departamento de Futebol de Base do Esporte Clube Vitória e é atleta de CrossFit há mais de dez anos. “A alta performance sustentável não é construída de umdia para o outro. É construída com consistência, acompanhamento adequado e respeito aos limites do organismo.”
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