Hackeamentos têm como alvo comerciantes e prestadores de serviço que usam as mídias com contato de Whatsapp para angariar ou se comunicar com clientes de bom poder aquisitivo Poder fazer pagamentos, transferências, compras, solicitação e retirada de documentos, declarar imposto de renda e emitir nota fiscal, buscar emprego ou executar as tarefas de trabalho e estudo – enfim, realizar todo tipo de transação sem sair de casa (ou estando em qualquer lugar geográfico) é um dos ganhos da informatização do mundo. Conectados, ganhamos tempo, economizamos em locomoção, emprestamos agilidade às diversas tarefas da vida cotidiana, expandimos os horizontes da nossa presença física – daí o conceito de “exclusão digital” significar exatamente a desvantagem enfrentada pelos segmentos da população que, desconectados do mundo digital, estão em desigualdade de condições, em muitos aspectos, diante aqueles que podem navegar pelo cyberespaço. País mais conectado às redes sociais em toda a América Latina, o Brasil tem mais de 150 milhões de internautas: cerca de 88% da população brasileira acessa YouTube, Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Pinterest e Linkedin, majoritariamente via celular e com 85% dos usuários inseridos no Whatsapp. A rede internacional é uma extensão de nossas vidas, e nossas vidas uma extensão das redes. Daí a relevância absoluta da segurança. O que aconteceria com os usuários das redes, conexões, plataformas e serviços nesse fantástico mundo virtual, onde bilhões de pessoas estão inseridas, se o ambiente virtual não for gerido com segurança? LEIS, JUSTIÇA E PODER PÚBLICO DEVEM PROTEGER CIDADÃO No Brasil, a Constituição Federal, as leis municipais, estaduais e federais, e o Golpistas da Internet vêmmirando perfis sociais de empreendedores Código Penal regulam a vida em sociedade, por isso seguimos determinados padrões de conduta sabendo que não podemos fazer o que bem entendermos, causando danos a outras pessoas. E, se não seguirmos as normas podemos ser responsabilizados e penalizados por isso. Mas e no ambiente virtual, quem é o responsável por fiscalizar o cumprimento das normas de convivência dessa gigantesca sociedade? “Somente este mês, e apenas em Salvador, cinco vítimas de hackeamento das redes sociais me procuraram pedindo ajuda”, afirma a advogada Luma Dórea. “São usuários do Instagram, Facebook e Whatsapp - todas administrados pelo mesmo grupo econômico”, aponta. O golpe começa da seguinte forma, explica a advogada: o grupo criminoso cuidadosamente seleciona a vítima – ela não é escolhida ao acaso. Eles pesquisam, geralmente, perfis abertos e comerciais de pessoas que vendem algum tipo de produto, ou prestam algum tipo de serviço, e que divulgam seu número do Whatsapp no perfil. Normalmente, preferem pessoas acima de cinco mil seguidores que tenham em sua carteira de contatos clientes de alto poder aquisitivo - ou seja, potenciais consumidores. “O grupo criminoso planeja antes de escolher o perfil que vai hackear. Pode ser um maquiador, um médico, um dentista, um corretor imobiliário”, alerta Luma Dórea. Depois de averiguar se aquele perfil é interessante para ser hackeado, eles passam a executar a invasão da conta, que é feita em três etapas. Primeiro, através do número de contato telefônico (Whatsapp) divulgado no perfil, eles tentam clonar a linha telefônica da operadora à qual ela é vinculada. Uma vez que conseguem clonar a linha telefônica das vítimas, elas se apoderam das redes sociais Whastapp, Instagram e Facebook – e, para evitar que os seus usuários consigam recuperar as suas contas depressa, eles atualizam os contatos cadastrais daquelas redes, alterando para dados de terceiros, o que dificulta o restabelecimento das redes sociais aos seus reais proprietários. +D I R E I TO DA REDAÇÃO LUMA DÓREA, ADVOGADA 5 4
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