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Pedimos algumas dicas e ela diz: “Vale come-
çar substituindo um produto de higiene pessoal
que esteja acabando. Pode ser um sabonete, xam-
pu ou hidratante. Fiquem atentos aos produtos
que contêm metais pesados e podem ser nocivos
ao nosso corpo como o alumínio, nos desodoran-
tes e, também, o chumbo, nos batons. Outra dica
é aprender a ler os rótulos, porque algumas subs-
tâncias devem ser evitadas, como Triclosan, que é
encontrada em sabonetes bactericidas e pode de-
sequilibrar a biota protetora da pele. Lauril, que são
derivados do petróleo, encontrados em xampus e
sabonetes e podem contaminar a pele e o meio
ambiente. Parabeno, um conservante encontrado
em protetor solar e muitos cremes e pode estar re-
lacionado com algumas doenças”, pontua.
Perguntamos se a dermatologia ainda é as-
sociada ao medo do envelhecimento ou se isso
mudou e Camila garante que as pessoas que lhe
buscam hoje em dia, de todas as idades, sempre
querem melhorar : “Você pode ter 60 anos, mas
existem formas e atitudes que vão retardar o en-
velhecimento. O mesmo ocorre se você tem 20”.
A médica também alerta que os grandes vilões
que agem contra os cuidados da pele atualmente
são a poluição e o estresse: “O cansaço, a falta de
sono e o estresse como um todo – tão presente
hoje em dia na vida de todas as pessoas que tra-
balham – trazem grandes danos à pele do nosso
corpo, assim como a poluição que muitas vezes
somos submetidos no nosso dia a dia”, disse. Por
fim, citamos sobre essa febre de profissionais que
se intitulam capazes de realizar harmonização fa-
cial e, enfática, ela afirmou: “Devemos confiar nas
pessoas que têm conhecimento e anos de estudos
para realizarmos quaisquer procedimentos. E a
palavra chave disso é segurança. Afinal, o pacien-
te está entregando seu corpo, seu rosto, para uma
ação que, inclusive, pode trazer danos irreversí-
veis”, enfatizou.
“O que usamos na pele
é tão importante para
a nossa saúde quanto o
que comemos”.