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5 9 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 Flagrante nos padrões +A R T I GO POR FERNANDO FARIAS | FOTO RICARDO WEBER *ESCRITOR, PALESTRANTE, MEMBRO DA UNIÃO BRASILEIRA DE ESCRITORES - UBE, ARTICULISTA & ANALISTA DE REDES SOCIAIS Sobre Fernando Farias O poder da estetização no mundo globalizado no mundo globalizado no século XXI, no qual tudo tem de ser bonito no domínio, principalmente das redes sociais, tem aspecto considerável, não só no cotidiano das pessoas, também na relação entre a ética, política, religião e a estética. Pois, o padrão moral fica sob os holofotes do mundo estetizado, no qual o racional perde a sua força persuasiva para força das emoções, da sensibilidade, da contemplação, do imaginário. Tendo grande poder sob os princípios abstratos e qualquer fundamento moral. Num cenário midiático em que tudo passa a ser encenando. Corpo, carreira profissional, estilo de vida, o discurso e a política. A ponto de qualquer um que ganhe notoriedade, receba convites para posar nu. As regras culturais e visuais são as que definem o que a nossa sociedade considera belo em determinado período histórico, envolvendo entre outros, a silhueta do corpo, tipo de cabelo e vestimenta ( dress code ). Assim o que belo muda com o tempo. A história da humanidade já mostrou que o poder é para poucos e sempre foi estetizado. Principalmente, no mundo ocidental, por brancos, ricos e loiros, fazendo a estética do poder. Assim, seja no plano do discurso, quanto das ações, a dominação de uns sobre os outros, configurou a síndrome da superioridade. A influência da mídia, tais como, as redes sociais, televisão, cinema, publicidade, a indústria voltada para a estética, ainda, a inteligência artificial, expõem modelos de beleza, criando uma cobrança constante, impondo determinados padrões estéticos, em sua maioria inatingíveis, levando as pessoas a uma baixa autoestima, num culto à magreza e formas corporais específicas, destacado a barriga de tanquinho, seios volumosos, glúteos salientes... impulsionando homens e mulheres aos procedimentos estéticos para alcançarem o padrão ideal. Na modernidade, o sentimento de empoderamento implica na repartição de poder a todos que não tem a mesma estética ou das concepções ideológicas dominantes do velho sistema de poder, ampliando a noção de beleza e multiplicidade de contemplações. Surgindo, diferentemente, dos padrões dogmáticos de simetria, proporcionalidade, leveza, entre outros, defendidos pelos teóricos do passado, apresentando um novo conceito de beleza, valorizando cada etnia. Na realidade do mundo capitalista, uma boa aparência física é essencial, na qual a beleza se entrelaça com o consumo e o excesso de informação, num marketing de grande sedução, em torno das pessoas, marcas e produtos. Com isso o avanço dos procedimentos estéticos, sua utilização está favorecendo muito a imagem pessoal. Botox, peeling facial, ultraformer contorno, skinbooster, bioestimulador radiesse, ultraformer fullface, microagulhamento, harmonização facial, por exemplo, destacando as canetas emagrecedoras, que são utilizadas por homens e mulheres quando se fazem necessários para elevarem a autoestima, com vistas à saúde física e mental, desde que realizados por profissionais habilitados. Afinal, o ser humano por ser o maior espetáculo da terra, deve ser sempre valorizado, principalmente por si mesmo. Dentro deste contexto, o importante é não buscar a felicidade no corpo ideal, relativizando tais conceitos de beleza, percebendo que existem outros valores, tais como, a família, a vida profissional, a espiritualidade e suas crenças. Lembrando que peso e medidas são apenas números e o mundo é o lugar de pessoas concretas, cada uma com a sua realidade. Nunca avaliadas pelos padrões estéticos. Sim, respeitadas em toda sua dignidade humana. estéticos “A beleza não deve ser um padrão que nos define, mas uma expressão da nossa diversidade e dignidade.” FERNANDO FARIAS

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