Revista Yacht Mais #113

9 8 Empresária conta a trajetória que a levou até a confeitaria O primeiro não deu certo, mas teve estímulo da família para continuar. “Meu irmão vendo como um potencial e querendo ajudar com a depressão, me ofereceu um curso. Não quis. Ele insistiu e para não o desapontar, iniciei. Fui assistindo e passei a me interessar. Peguei o caderno e fui anotando as receitas. Testei a primeira receita com a família e hoje sou só gratidão a ele por essa oportunidade”, disse emocionada. Após a certificação, muita coisa mudou na vida de Patrícia. “A depressão foi ficando de lado, a confeitaria foi tomanAlém de hobby e profissão, a confeitaria também pode servir como método terapêutico. É o que afirma a confeiteira Patrícia Reis. A caminhada até o sucesso e a realização pessoal não foi fácil. Sua história não foi tão doce quanto os bolos chocolatudos que produz atualmente. A trajetória até aqui precisou superar as dificuldades, ansiedade e a depressão. Em 2017, Patrícia teve um diagnóstico de quadro depressivo. Na época, resistiu ao tratamento médico. Com o passar do tempo e com o apoio incondicional de sua mãe, que tem como anjo de guarda, começou a tomar a medicação e cuidar da sobrinha. “Eu lembro de minha mãe ir no meu quarto todos os dias orar por mim. Ela me botava em seu colo e me entregava a Deus. Dizia que eu ia ser vencedora, que um dia todos iriam saber quem eu era. Que o seu Deus iria cumprir a promessa em minha vida”, pontuou Patrícia. Os dias foram passando, até que recebeu um pedido inusitado. “Minha cunhada pediu que eu fizesse o bolo de aniversário para minha sobrinha. Eu disse que não sabia, apesar de meu pai ter sido padeiro e sempre fazer os nossos bolos de casa. Não queria, mas a insistência foi tanta que acabei fazendo um bolo nêga maluca. Fiz olhando na internet mesmo. Na festa, todos comeram e gostaram demais”, lembrou ela. Os paladares foram tão agraciados com o bolo de Patrícia, que a decoradora da festa a incentivou a trabalhar na área. “Ela disse que eu tinha um talento incrível. Falou que eu poderia trabalhar com isso e eu neguei. Disse que não tinha interesse. Mas alguns dias depois senti uma vontade enorme de fazer um bolo. Comprei os melhores ingredientes, pedi ajuda a meu pai e fui fazer o bolo”, relatou ela. +PAT R Í C I A R E I S do boa parte do meu tempo. Estudei dia e noite para oferecer um produto inovador para as pessoas da minha cidade, Teixeira de Freitas, e consegui. No começo fazia bolo de pote para os funcionários de um hospital que minha cunhada trabalhava. Daí criei um instagram e fui recebendo encomendas”, E o reconhecimento veio “do dia para a noite”, após a encomenda de um bolo de aniversário. “A cliente resolveu deixar a criatividade por minha conta, apenas me disse que o filho gostava de Nutella. Foi então que criei um bolo de Nutella, postei o resultado nas redes sociais e na manhã seguinte tudo tinha mudado. Fui notada por grandes nomes do mundo de eventos e famosos também. A foto viralizou a ponto de Andrea Guimarães, decoradora queridinha dos famosos, vir falar comigo”, recordou DEUS DE PROMESSAS Daí em diante ela não parou. Veio para Salvador, participou do Cake Show Brasil e aqui resolveu se instalar. “Recomecei com a ajuda de amigos muito especiais e hoje atendo grandes nomes do cenário baiano, como Lore Improta e Léo Santana. Também passei a dar aulas de bolos chocolatudos. Em breve também estarei certificando confeiteiros(as) no Brasil todo, através de um curso online que estou desenvolvendo. E devo tudo isso a confeitaria, ela me libertou da depressão”, finaliza ela. Patrícia Reis: derrubando barreiras através da confeitaria AMOR CASEIRO m (73) 99170-6958 Q @amorcaseiro.ssa

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE3MjY=