“Pessoas autoconscientes não são nemcríticas demais, nem irrealisticamente esperançosas. Seguras de si, são honestas consigo mesmas e comos outros”. Daniel Goleman Acomac sugere PorDa Redação* l FotosReprodução/Divulgação 58 l RevistaAcomac Bahia Quatro campos de trabalho Com as facilidades da tecnologia e a portabilidade dos equipamentos, líderes são bombardeados a cada instante por informações e demandas de todos os tipos. De recados urgentes, solicitações de reuniões, e de decisões estratégicas até demandas de funcionários, tudo deve ser lido e processado rapidamente. E não podemmais alegar, como faziamno passado, que estão em viagem, pois as mensagens agora chegam instantaneamente aos mais distantes pontos da Terra. Em seu novo livro, “Liderança- A Inteligência Emocional na Formação do Líder de Sucesso”, Daniel Goleman pondera que essas constantes intromissões disputam a atenção dos circuitos do cérebro, exigindo das pessoas um esforço mental muito maior para discernir sobre o que é mais importante e prioritário. Assim como os músculos, diz Goleman, a atenção pode sofrer sobrecarga e a fadiga decorrente se manifesta sobre a forma de menor rendimento, dispersão e, na maioria das vezes, irritabilidade. Seu livro trata de mostrar as saídas possíveis para essas perturbações, através do que denomina inteligência emocional. “Minhas pesquisas, junto com outros estudos recentes, sugerem fortemente que a inteligência emocional é a condição sinequa non da liderança”. Além de talento, QI (quociente de inteligência) e habilidades técnicas, o líder precisa desenvolver sua inteligência emocional trabalhando quatro elementos:autoconsciência, autogestão, empatia e habilidade social. Autoconsciência diz respeito a compreensão profunda do indivíduo sobre suas emoções, forças, fraquezas, necessidades e impulsos. “Pessoas autoconscientes não são nem críticas demais, nem irrealisticamente esperançosas. Seguras de si, são honestas consigo mesmas e com os outros. As decisões das pessoas autoconscientes se harmonizam com seus valores e metas. Por isso, quase sempre acham seu trabalho estimulante”. Pessoas autoconscientes conhecem suas limitações e forças e se sentem à vontade conversando sobre elas ou ouvindo críticas construtivas. No lado oposto, para usar a inteligência que resolve Os princípios de Daniel Goleman para líderes bem-sucedidos pessoas com baixa autoconsciência interpretam a mensagem de que precisam melhorar como uma ameaça ou sinal de fracasso. A autogestão relacionam-se às emoções. Pessoas assim criam um ambiente de confiança e equidade, em que a politicagem e as rivalidades são fortemente reduzidas e a produtividade é alta. O autocontrole, espécie de “conversa interior contínua”, é o componente da inteligência emocional “que nos libera de sermos prisioneiros de nossos sentimentos. Não podemos eliminá- -los, mas podemos administrá-los”. Bons líderes em autogestão também são capazes de acompanhar as mudanças na empresa, pois buscam desafios criativos, adoram aprender e se orgulham de um serviço bem feito. Têm também uma energia incansável para melhorar as coisas. Para Goleman, os dois primeiros componentes da inteligência emocional são habilidades de autogestão, enquanto os dois últimos, empatia e habilidade social, envolvem a capacidade de uma pessoa de se relacionar com outras. A empatia, diz, é a mais fácil de ser reconhecida, mesmo que possa parecer estranha no âmbito dos negócios. Significa levar em conta, ponderadamente, os sentimentos dos funcionários, junto com outros fatores, no processo da tomada de decisões inteligentes. “Equipes são caldeirões de emoções fervilhantes”. Com o ritmo veloz da globalização e a necessidade de reter talentos, a empatia faz-se cada vez mais necessárias. O diálogo multicultural pode facilmente levar a erros de comunicação e a mal-entendidos. “A empatia é um antídoto”. A habilidade social não é mera questão de cordialidade. É a cordialidade com um propósito: “conduzir as pessoas na direção que você deseja”. E
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