RevistaAcomac Bahia l 43 AREIA E BRITA: Apresenta baixa representatividade nas vendas, cerca de 1%. Apresenta perdas da ordem de 5% que, no montante do volume de materiais comercializados pelas empresas, representa apenas 0,1%. FERRO: Apresenta alta rotatividade sendo em algumas empresas um dos principais produtos comercializados. A sua comercialização apresenta uma característica peculiar. É adquirido de seus fornecedores por peso e é vendido na barra unitária. Em virtude dessa característica, seu controle de estoque só mostra eficiência a longo prazo, pois nem sempre a conversão de medida é exata, o que só demonstra compensação após alguns meses de conferência. O estudo do Sebrae também constatou que as empresas, em geral, possuem controle de estoque informatizado, “contudo muitas o utiliza de maneira incipiente, estando ainda dependentes do controle visual”. Mesmo havendo controle de estoque informatizado, a maioria dos empreendimentos realiza contagem manual e visual (conferência) para os produtos estocados. Cada empresa possui uma frequência de conferência de estoque, podendo ser realizada, diariamente, semanalmente e quinzenalmente. ESTOCAGEM No que tange especificamente a perdas de produtos comercializados, o maior problema existe na estocagem e no transporte dos produtos até o local de entrega, sendo mais expressivas na estocagem. Os principais problemas estão atribuídos à forma de acondicionamento dos produtos e o manuseio inadequado dos mesmos. As perdas mais apontadas estão relacionadas a pisos, revestimentos e louças sanitárias. Elas, entretanto, vêm sendo reduzidas nos últimos anos, devido a maior interface entre fornecedores e comerciantes. Um exemplo disso ocorre com as empresas cimenteiras: há poucos anos, os distribuidores de cimento passaram a fornecer sacos extras para re-embalagem de produtos avariados pelo transporte ou pela estocagem. Assim, os comerciantes, ao constatarem algum saco de cimento rasgado, podem imediatamente substituir o saco avariado por um novo. Louças sanitárias também são constantemente trocadas. As telhas e tijolos são sempre fornecidos com cerca de 2% a mais do produto, como forma de compensação de perdas por quebras. TECNOLOGIA Os softwares de controle de estoque vem auxiliando com grande valia a redução de perdas, no entanto, a maioria das empresas os opera de maneira insipiente, o que reduz a eficácia de sua aplicação. Atualmente, segundo o estudo do Sebrae, as perdas mais expressivas registradas estão relacionadas a estocagem de pisos e revestimentos. Nas lojas de materiais de construção pesquisadas foi constatada uma perda média de 0,3% para todo o montante comercializado, os pisos correspondem a aproximadamente 90% dessas perdas. Na estocagem, as perdas identificadas se dão principalmente pela armazenagem inadequada dos produtos, que são frágeis, e pelo manuseio inadequado das peças. Outro fato importante apontado pelos empresários consultados é o desperdício provocado pelo transporte. Algumas vezes ocorrem incidentes no trajeto do entregador que causam quebras e avarias dos produtos. A empresa, então, terceiriza sua entrega para reduzir custos com manutenção de veículos e quebra de materiais. Os serviços de entrega terceirizados ficam com o ônus dos danos causados pelo seu transporte. RESÍDUOS, EFLUENTES E EMISSÕES Os principais resíduos são caracterizados por pisos, revestimentos, louças, tijolos e telhas quebradas, papel, plástico e madeira oriunda de paletes. A quantidade de resíduo gerada varia muito de empreendimento para empreendimento, em virtude do montante comercializado e da organização do estoque. A água não participa do processo de comercialização da empresa, portanto, os efluentes líquidos gerados são oriundos dos banheiros e da limpeza do estabelecimento. O consumo de água nas lojas geralmente está vinculado ao número de funcionários, ao número de banheiros e as técnicas de limpeza dos estabelecimentos.
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