Capa 42 l RevistaAcomac Bahia Como não existe processo produtivo nas empresas de comercialização de materiais de construção, as atividades realizadas resumem-se em estocagem de produtos comprados no atacado e venda no varejo. A maioria dos produtos adquiridos dos fornecedores nem mesmo é retirada da embalagem original, sendo apenas repassada para o cliente. É o que ocorre com pisos, cimento, argamassas, acessórios elétricos e hidráulicos, etc. Analisando o processo de comercialização das empresas, é possível observar que, resumidamente, a maior parte das lojas ainda opera da seguinte forma: num primeiro momento, o material comprado no atacado é estocado em depósito próprio, onde são abrigados os produtos de maior valor monetário e que possuem embalagens frágeis e pouco resistentes a intempéries. Areias, britas, madeira, telhas, tijolos, em virtude da forma de manuseio e pelo baixo valor agregado ao produto, são estocados a céu aberto. Com o produto em estoque, os vendedores promovem a venda. Cabe ressaltar que alguns produtos, em geral os mais caros, são vendidos por encomenda em virtude da baixa rotatividade, além do o risco de saírem de linha. Posteriormente à venda dos produtos, o empreendimento realiza a entrega do material comercializado nos endereços solicitados pelos clientes e/ou na própria loja, sobretudo, nos caso de compras menos vultosas. Boa parte das empresas já terceiriza os procedimentos de entrega, passando o ônus da perda por transporte ao entregador contratado. PRODUTOS Os principais produtos comercializados em lojas de venda de materiais de construção são: pisos, revestimentos, tintas, cimento, areias, brita, telhas, tijolos, esquadrias metálicas, tábuas, madeira, colas, tintas, acessórios elétricos e hidráulicos, ferragens, etc. Como principais insumos são utilizados: papel para notas fiscais e orçamentos, sacolas plásticas, combustíveis, materiais de limpeza, etc. Os produtos comercializados e os insumos são adquiridos no mercado nacional, oriundas principalmente de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Eventualmente, para atender um cliente específico, as lojas adquirem produtos no mercado local - essa atitude, por ser muito restrita, não gera perdas substanciais para a empresa. A seguir, a análise por produto. Confira trecho do estudo feito pelo Sebrae \ PISOS E REVESTIMENTOS- Em geral, são os produtos mais vendidos pelos empreendimentos, correspondem a, aproximadamente, 10% de todo o material comercializado. Em virtude da fragilidade e do custo, são os materiais que mais trazem perdas para as empresas CIMENTO- Também corresponde a um item de alto volume de comercialização e rotatividade. Sua representação nos itens comercializados é próxima a 6%, no entanto, a alta rotatividade e forma de estocagem geram perdas do produto. LOUÇAS SANITÁRIAS-Responde por um item de alta rotatividade e comercialização, suas perdas são relacionadas ao manuseio e estoque inadequados. Na maioria das empresas são possíveis trocas de peças danificadas com os respectivos fornecedores, assim as perdas desse produto têm maior controle. ACESSÓRIOS ELÉTRICOS E HIDRÁULICOS-Quando somados, correspondem a, aproximadamente, 10% do volume comercializado pelo empreendimento. No entanto, não causam perdas substanciais para as empresas. TINTAS, VERNIZES, SELADOR, THINNER, COLAS: Respondem a, aproximadamente, 3% do volume comercializado pelas empresas. As perdas desses produtos estão atreladas ao vencimento da data de validade. Quando isso acontece, as tintas são, geralmente, separadas e vendidas a preço de custo para compradores interessados.
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