7 1 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 Os terceiros molares — conhecidos popularmente como “sisos” — costumam ser negligenciados até o dia em que decidem anunciar sua presença com uma dor aguda, um inchaço incômodo ou uma inflamação na gengiva. A crença popular de que “em time que está ganhando não se mexe” faz com que muitas pessoas adotem uma postura reativa: esperam o dente dar algum sinal de problema para, só então, procurar o cirurgião-dentista. No entanto, quando o assunto é o siso, esperar os sintomas aparecerem é quase sempre a pior escolha. Passar décadas sem sentir dor nos sisos não significa que eles não estejam causando danos silenciosos. Muitas vezes, esses dentes estão retidos ou posicionados de forma inadequada dentro do osso, pressionando a raiz dos molares vizinhos ou reabsorvendo estruturas ósseas. Com a evolução da humanidade, para grande parte das pessoas, a erupção dos sisos representa um verdadeiro desafio de espaço. Quando a dor ou a infecção (como a pericoronarite) finalmente dão as caras, o cenário muda completamente: o dente inflama, a remoção se torna mais complexa, o pós-operatório fica mais doloroso e o risco de complicações aumenta. A Abordagem Ideal: A Remoção do Siso como umProcedimento Preventivo! A odontologia moderna e a cirurgia bucomaxilofacial defendem uma mudança de mentalidade: a extração do siso deve ser encarada como um procedimento puramente preventivo, e não apenas um remédio para uma crise. MAS AFINAL, QUANDO É O MOMENTO IDEAL PARA PLANEJAR A REMOÇÃO? A Idade de Ouro: 16 aos 20 anos! Planejar a remoção nessa janela ideal traz vantagens imbatíveis: Desenvolvimento radicular incom- +D R . R A FA E L N E R I Q @dr.rafaelneri m 71 98168-2223 Extração dos Sisos: A hora certa de dar adeus aos últimos dentes pleto: Nessa faixa etária, as raízes dos sisos ainda não atingiram seu formato final e nem se aproximaram totalmente das estruturas nobres, como o canal mandibular (onde passam o nervo e a artéria da mandíbula). Densidade óssea favorável: O osso ao redor do dente é mais maleável e poroso, o que facilita a manobra cirúrgica e torna o procedimento menos traumático. Recuperação acelerada: Pacientes jovens apresentam uma resposta cicatricial e regenerativa muito mais rápida, reduzindo o tempo de inchaço e o pós- -operatório. O QUE ACONTECE SE ESPERAR DEMAIS? Muitos pacientes adotam a postura de “em time que está ganhando, não se mexe”, esperando que a dor apareça para procurar ajuda. Contudo, postergar a avaliação pode trazer complicações severas: Pericoronarite: A erupção parcial cria um bolsão de gengiva de difícil higienização, propício ao acúmulo de bactérias, gerando infecções dolorosas e recorrentes. Reabsorção Radicular: O siso incluso pode pressionar a raiz do segundo molar vizinho, comprometendo a vitalidade de um dente essencial para a mastigação. Anquilose Óssea: Com o avanço da idade (após os 25 ou 30 anos), a raiz se funde mais rigidamente ao osso, tornando a extração mais complexa e o pós- -operatório mais longo. ANTECIPE-SE AO PROBLEMA! A melhor ferramenta para essa estratégia é a radiografia panorâmica. Com ela, o cirurgião bucomaxilofacial consegue enxergar o posicionamento dos germes dentários muito antes de irromperem na boca. A mensagem para a nossa saúde bucal é clara: não espere o siso avisar que encontrou espaço onde não tinha. Consulte seu cirurgião bucomaxilofacial preventivamente, faça os exames de imagem e planeje a remoção no tempo certo. Prevenir é sempre o melhor caminho para garantir um sorriso funcional, saudável e livre de surpresas desagradáveis. DR. RAFAEL NERI Radiografia panorâmica de uma adolescente de 17 anos, evidenciando os sisos inclusos, em formação, raízes incompletas. Radiografia panorâmica de um adulto, evidenciando os sisos completamente formados, inclusos e em íntimo contato a estruturas nobres da boca. Cirurgião Bucomaxilofacial Mestre e Especialista em Implantodontia.
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