4 7 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 Os avanços no tratamento da doença na última década. DRA. STELLA DOURADO Q @drastelladourado m 71 4020-5599 K drastelladouradooncologia.com O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre os homens no Brasil e no mundo, excluídos os tumores de pele não melanoma. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 78 mil novos casos por ano, entre 2026 e 2028. Para a Dra. Stella Dourado, oncologista da Clínica AMO com foco em tumores geniturinários, os avanços no tratamento dessa neoplasia são notáveis. “Passamos a entender muito melhor a biologia do câncer de próstata e dispomos de alta tecnologia, além de um amplo arsenal terapêutico para tratar os pacientes de forma cada vez mais personalizada”, afirma. Quando descoberto ainda precocemente, as chances de cura são altíssimas. Como geralmente não causa sintomas no início, a médica recomenda procurar um urologista a partir dos 50 anos para conversar sobre os benefícios do rastreamento. Homens com fatores de risco, como negros ou com histórico familiar positivo, devem iniciar essa conversa aos 45 anos. Segundo a especialista, a precisão do diagnóstico cresceu muito. A ressonância multiparamétrica da próstata identifica com maior precisão áreas suspeitas e orienta melhor a biópsia. O PET-PSMA é um exame moderno, que fornece um estadiamento mais refinado e auxilia no planejamento terapêutico em diversas situações. Na doença localizada, a cirurgia robótica oferece uma visão ampliada e movimentos mais precisos. A radioterapia também avançou muito, com aparelhos que direcionam melhor a radiação, protegendo tecidos próximos. Para casos bem selecionados, terapias focais como HIFU e crioablação tratam áreas específicas da próstata. Há, ainda, a opção de vigilância ativa, que consiste no acompanhamento próximo de tumores muito indolentes. Na doença metastática, novos medicamentos orais bloqueiam com mais potência os estímulos hormonais que alimentam o tumor. O conhecimento da biologia molecular do câncer de próstata também abriu outras possibilidades para drogas mais inteligentes: pacientes com alterações em genes como BRCA1 e BRCA2, por exemplo, podem se beneficiar do uso de inibidores de PARP. Hoje, a testagem genética em casos avançados é crucial. SOBRE A ESPECIALISTA Dra. Stella Dourado é oncologista da Clínica AMO, em Salvador-BA, com foco em tumores geniturinários e de cabeça e pescoço. Atua em pesquisa clínica e é membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e da American Society of Clinical Oncology (ASCO). +D R A . S T E L L A DOU R A DO Câncer de próstata: uma nova era Na medicina nuclear, drogas como o Xofigo e lutécio-177-PSMA funcionam como um “míssil teleguiado”, carregando radiação diretamente para dentro das células tumorais. A quimioterapia segue como opção para casos selecionados. “O diagnóstico assusta, mas é importante manter a calma, procurar um especialista na área e entender que existem atualmente muitas opções excelentes. Curamos a maioria dos pacientes e, quando isso não é possível, podemos prolongar bastante a sobrevida, com qualidade de vida - o que é fundamental”, diz Dra. Stella. “Passamos a entender muito melhor a biologia do câncer de próstata e dispomos de alta tecnologia, além de um amplo arsenal terapêutico para tratar os pacientes de forma cada vez mais personalizada.”
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