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4 3 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 A relação entre trombose e saúde feminina ainda é cercada por dúvidas que interferem em decisões importantes. O receio de usar anticoncepcionais, as preocupações durante a gravidez e as incertezas sobre a reposição hormonal mostram como o tema acompanha diferentes fases da vida. A condição ocorre quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo, comprometendo a circulação e podendo provocar complicações graves, como a embolia pulmonar. Para a hematologista, Dra. Patricia Junqueira, compreender esses riscos ajuda a evitar tanto a negligência quanto o medo desnecessário. Histórico familiar, obesidade, tabagismo, doenças +D R A . PAT R I C I A J U NQU E I R A autoimunes, cirurgias e períodos prolongados de imobilidade estão entre os fatores que merecem atenção. “A trombose é uma condição que depende de múltiplos fatores, por isso é um equívoco olhar para apenas um fator de risco de forma isolada”, explica. Um dos equívocos mais comuns envolve os anticoncepcionais. Nem todos apresentam o mesmo risco: métodos com estrogênio estão associados a maior possibilidade de trombose, enquanto opções apenas com progestágeno, como determinadas pílulas, DIUs hormonais e implantes, possuem perfil mais seguro nesse aspecto. A escolha deve considerar o histórico clínico e as particularidades de cada mulher. Durante a gestação, mudanças naturais na coagulação ajudam a reduzir hemorragias, mas também aumentam o risco de trombose, especialmente após o parto. Mulheres com antecedentes da doença, trombofilias ou outras condições clínicas podem precisar de cuidados específicos. “Não se trata de transformar a gravidez em uma doença, mas de reconhecer quando aquela mulher precisa de cuidados específicos para viver esse período com mais segurança”, ressalta Dra. Patricia. A investigação de trombofilias também exige critérios. Nem toda mulher que deseja engravidar ou sofreu DRA. PATRICIA JUNQUEIRA CRM-BA 16481 | RQE 10.738 o R. Waldemar Falcão, 1774 - Sl 205 Horto Florestal m 71 99966-2969 Q @drapatriciajunqueira Trombose: o que toda mulher precisa saber Hematologista, Dra. Patricia Junqueira esclarece riscos, sinais de alerta e cuidados relacionados à trombose durante a anticoncepção, a gravidez e a menopausa. uma perda gestacional precisa realizar uma série de exames. A avaliação deve considerar a história clínica, episódios anteriores de trombose e complicações obstétricas, evitando diagnósticos precipitados e tratamentos desnecessários. Na menopausa, a reposição hormonal merece atenção individualizada. O estrogênio aplicado pela pele apresenta menor risco de trombose do que aquele administrado por via oral, embora não seja indicado para todas. “A terapia hormonal pode não ser indicada para todas as mulheres, mas merece ser considerada e discutida sempre que existe uma indicação clínica”, afirma. Reconhecer os sinais de alerta completa esse cuidado. Inchaço em uma das pernas, dor ou mudança da temperatura da pele são sinais importantes de alerta e precisam de avaliação médica, enquanto que falta de ar súbita, dor no peito e desmaios exigem atendimento imediato. Para a Dra. Patricia, informação e conhecimento do histórico familiar fortalecem a prevenção. “Não é ter que saber tudo ou tomar decisões sozinha. É ter conhecimento suficiente para participar delas”, conclui. DRA. PATRICIA JUNQUEIRA “A trombose é uma condição que depende de múltiplos fatores, por isso é um equívoco olhar para apenas um fator de risco de forma isolada.”

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