3 5 YACHT MAIS OUTUBRO’ 2026 Durante muito tempo, pacientes com dores persistentes na coluna e nas articulações se viam diante de duas alternativas: conviver com o desconforto, recorrendo a medicamentos e tratamentos repetidos, ou partir para uma cirurgia de maior porte. A evolução da medicina minimamente invasiva criou uma importante faixa terapêutica entre esses extremos. Bloqueios, infiltrações guiadas, radiofrequência, procedimentos percutâneos e técnicas de endoscopia da coluna passaram a permitir abordagens mais direcionadas e, em casos selecionados, com menor agressão aos tecidos. Entretanto, para o Dr. Fernando Borges a tecnologia não substitui o raciocínio clínico. O primeiro passo continua sendo entender exatamente de onde vem a dor e qual estrutura está envolvida. “Eu costumo dizer que o local da dor é uma pista, não necessariamente a origem do problema.” Essa distinção é fundamental porque alterações em exames de imagem, como ressonâncias magnéticas, são frequentes mesmo em pessoas que não apresentam sintomas. Por isso, um diagnóstico adequado precisa combinar história clínica, exame físico, avaliação funcional e exames de imagem, evitando que uma alteração encontrada na ressonância seja automaticamente considerada a causa da dor. “Eu não trato uma ressonância. Eu trato um paciente.” O cenário mais comum, segundo o especialista, é o de pessoas que já passaram por diferentes tratamentos, apresentam melhora temporária, mas voltam a sentir dor e começam a ter a rotina comprometida. Trabalho, sono, viagens, prática de exercícios e até a DR. FERNANDO BORGES m 71 98419-7028 K fernandogamaborges.com.br Q @drfernandogamaborges independência podem ser afetados. Nesses casos, a investigação busca identificar se existe uma causa específica que possa ser tratada de maneira mais precisa. Ainda assim, o conceito de “minimamente invasivo” não deve ser confundido com “simples”. Cada técnica possui uma finalidade e uma indicação. Um bloqueio pode ter função diagnóstica ou terapêutica; a radiofrequência pode ser utilizada em determinados mecanismos de dor; e a endoscopia da coluna pode ser considerada em situações estruturais específicas, como alguns casos de compressão neural. “Minimamente invasivo não significa banal. Existe indicação, anatomia, planejamento, riscos e, principalmente, seleção do paciente.” Por isso, não há uma fórmula única. Para alguns pacientes, reabilitação, no tratamento da dor Menos invasão e mais precisão Medicina minimamente invasiva amplia as possibilidades de tratamento. exercícios e acompanhamento continuam sendo a melhor escolha. Para outros, uma intervenção minimamente invasiva pode ser indicada. E há situações em que uma cirurgia convencional é necessária. A proposta, portanto, não é simplesmente reduzir a intensidade da dor, mas recuperar a vida que foi limitada por ela. Caminhar, trabalhar, dormir melhor, viajar, praticar atividade física e preservar a autonomia são resultados que fazem parte do objetivo do tratamento. “Na medicina da dor, o melhor procedimento não é o mais moderno. É aquele indicado para a causa correta, no paciente correto e no momento correto”, conclui.
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