Yacht 122

5 1 YACHT MAIS NOVEMBRO’ 2025 Essenciais para o funcionamento do organismo, os rins são os órgãos responsáveis por filtrar o sangue e eliminar as toxinas. Eles também regulam a pressão arterial, equilibram os sais minerais e participam da produção de hormônios. Quando esse processo não flui naturalmente, os problemas renais costumam evoluir sem causar dor ou sintomas evidentes. A médica nefrologista Manuela Lordelo, preceptora na residência desta área no Hospital Ana Nery, em Salvador, explica que “a maioria das doenças renais se desenvolve de forma lenta e assintomática. Quando o paciente sente algo, muitas vezes o rim já perdeu boa parte da sua função”. Mas, afinal, quando procurar esse especialista? O nefrologista deve ser consultado sempre que exames de rotina apontarem alterações na creatinina, presença de proteína ou sangue na urina, ou quando há sintomas como inchaço nas pernas, urina espumosa ou mudança de cor e quantidade urinada. Também é indicado o acompanhamento em casos de diabetes, hipertensão arterial, obesidade, histórico familiar de doença renal ou uso em excesso de medicamentos como anti-inflamatórios, que podem agredir os rins. Em linhas gerais, Manuela Lordelo conta que o nefrologista atua no diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças que afetam o sistema urinário. “Diferentemente do urologista, que realiza procedimentos cirúrgicos, o nefrologista se dedica ao acompanhamento clínico, ajustando medicações, controlando fatores de risco e orientando hábitos de vida que preservem a função renal”, diferencia a especialista. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, uma em cada dez pessoas pode desenvolver algum grau de comprometimento renal ao longo da vida, muitas inclusive sem saber. “A prevenção é nossa maior arma. Identificar pequenas alterações em exames simples pode evitar a progressão da doença e, em alguns casos, impedir a necessidade de diálise ou transplante”, afirma Manuela Lordelo. AS DOENÇAS MAIS COMUNS Entre as principais enfermidades tratadas pelo nefrologista estão a doença renal crônica (DRC), quando há perda gradual da função dos rins; a insuficiência renal aguda, que ocorre de forma súbita; e os cálculos renais, mais conhecidos como pedras nos rins, que podem causar dor intensa e obstruções. Também são comuns as infecções urinárias recorrentes, inflamações nos rins (nefrites) e doenças hereditárias. Manuela Lordelo informa que no público mais vulnerável estão os diabéticos, os hipertensos, os idosos e as pessoas com histórico familiar de doenças renais. Esses grupos devem realizar exames de creatinina, ureia e urina periodicamente, mesmo que não apresentem sintomas. “A função renal tende a diminuir com a idade, e tanto o diabetes quanto a hipertensão são os grandes vilões. Controlar essas condições é fundamental para evitar complicações”, reforça a médica. ALGUNS SINAIS DE ALERTA: aInchaço em torno dos olhos, pernas e tornozelos; aAlterações na urina, como espuma, sangue, cor escura ou diminuição do volume; aPressão alta de difícil controle; aCansaço, perda de apetite, náusea e anemia inexplicável. Esses sintomas nem sempre indicam doença grave, mas são um alerta para buscar avaliação médica. O nefrologista pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia dos rins ou testes para medir a taxa de filtração glomerular (TFG), que mostra o quanto o rim ainda consegue filtrar o sangue. “O tratamento vai depender da causa e do estágio da doença, podendo incluir mudanças na alimentação, controle rigoroso da pressão e da glicose, uso de medicamentos específicos e, em casos mais avançados, diálise ou transplante”, ressalta Manuela Lordelo. CUIDE DOS RINS Manter os rins saudáveis exige atitudes simples: hidratar-se bem, reduzir o consumo de sal, evitar automedicação, praticar atividade física e realizar exames periódicos. “Cuidar dos rins é cuidar do corpo como um todo, já que eles refletem diretamente o equilíbrio do organismo. Além disso, buscar o nefrologista de forma preventiva é o melhor caminho. Afinal, quanto mais cedo um problema é detectado, maiores são as chances de preservar a função renal e garantir qualidade de vida”, conclui Manuela Lordelo. DRA. MANUELA LORDELO CRM: 35482 - BA | RQE: 21849 aAtua como preceptora na residência de Nefrologia no Hospital Ana Nery. aMembro do corpo clínico do Hospital Ana Nery, Hospital Alayde Costa e Clínica Senhor do Bonfim. aEspecialista em Nefrologia pelo Hospital Ana Nery (2020-2022). aEspecialista em Clínica Médica pela Universidade Federal de Viçosa (2018-2020). aMédica formada pela Faculdade de Medicina de Campos - RJ em 2017. +D R A . MA N U E L A LO R D E LO Quando é hora de procurar umnefrologista? DRA. MANUELA LORDELO Doenças renais são silenciosas e médica especialista dá dicas de prevenção. L 71 9 9281-1121 Q @dramanuelalordelo

RkJQdWJsaXNoZXIy MzE3MjY=