Yacht 122

5 0 NOVEMBRO’ 2025 YACHT MAIS +D R A . L U C I A N A B A R B E R I NO controle da enxaqueca Viver semdor: o caminho para o Uma simples dor de cabeça pode ser incômoda, mas quem convive com enxaqueca sabe que o impacto vai muito além disso. A doença neurológica, caracterizada por crises de dor pulsátil intensa que podem alternar os lados da cabeça, é frequentemente acompanhada por sensibilidade à luz, barulhos e cheiros, além de náuseas e até episódios de vômito. Para muitos pacientes, cada crise representa um verdadeiro bloqueio na rotina afetando trabalho, estudos e lazer. “Antes da dor, o corpo costuma dar sinais: a pessoa pode ficar mais desatenta, irritada, bocejar em excesso ou sentir vontade maior por doces. Já depois da crise, vem o que chamamos de ‘ressaca da enxaqueca’, com cansaço, lentidão e dificuldade de concentração”, explica a Dra. Luciana Barberino, neurologista especializada no tratamento de cefaleias. “O impacto é enorme e, em alguns casos, causa incapacidade total temporária.” Os gatilhos da enxaqueca variam, mas o estresse é o principal deles seguido da falta de sono, jejum prolongado, desidratação e até certos alimentos específicos, que podem provocar crises de forma individualizada. Segundo a especialista, manter um diário de cefaleia é uma ferramenta essencial para identificar o que desencadeia cada episódio. “E é importante lembrar: o uso excessivo de analgésicos pode piorar o quadro e levar à cronificação da dor”, alerta. COMO TRATAR? Nos últimos anos, avanços científicos vêm mudando o cenário do tratamento da enxaqueca. Entre as novidades estão os anticorpos monoclonais injetáveis, que previnem as crises, além dos triptanos e DITANS, medicamentos que agem na fase aguda da dor. A toxina botulínica também ganhou novas indicações, e as técnicas de neuromodulação não invasiva, com dispositivos portáteis usados pelo próprio paciente, já despontam como opções eficazes para reduzir a dependência de remédios. Mas o segredo do controle está no conjunto de cuidados. “O estilo de vida influencia diretamente na frequência e na intensidade das crises. Dormir bem, se hidratar, praticar atividade física, gerenciar o estresse e manter uma alimentação natural e regular são atitudes que reduzem a hiperexcitabilidade cerebral e protegem contra as crises”, explica. “Por outro lado, maus hábitos e automedicação são grandes inimigos de quem sofre com enxaqueca.” Cada paciente tem um perfil, e o tratamento deve ser individualizado, com escuta empática e ajustes de hábitos ao longo do tempo”, reforça a médica. Dra. Luciana conduz esse trabalho de forma próxima através do Programa de Acompanhamento Libertador, criado para oferecer suporte contínuo aos pacientes que desejam retomar o controle da própria vida. “Meu objetivo é ajudar cada pessoa a alcançar uma vida livre, produtiva e sem limitações. Enxaqueca tem controle, e ninguém precisa, nem deve se acostumar a viver com dor. Procure ajuda especializada”, conclui. DRA. URSULA GALVÃO Q @dralucianabarberino o International Trade Center (ITC): Rua Arthur de Azevedo Machado, 1459, Sala 306 - 41770-790 Salvador, Bahia BA m 71 99723-5064 DRA. LUCIANA BARBERINO A neurologista Dra. Luciana Barberino explica as causas, gatilhos e avanços no tratamento de uma das doenças mais incapacitantes do mundo e reforça que viver com enxaqueca não precisa ser uma sentença. “Meu objetivo é ajudar cada pessoa a alcançar uma vida livre, produtiva e sem limitações. Enxaqueca tem controle, e ninguémprecisa, nemdeve se acostumar a viver comdor. Procure ajuda especializada.” DRA. LUCIANA BARBERINO

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