RevistaAcomac Bahia l 49 1- Defina os produtos geradores de tráfego O que leva as pessoas a irem à sua loja? Quais são os produtos mais procurados e que ‘saem’ bastante? Eles são coisas que realmente levam o consumidor a se deslocar para a sua loja? Provavelmente são esses os produtos geradores de tráfego da sua empresa. Coloque-os nos cantos, fazendo com que o consumidor tenha que andar mais até ele. Isso fará com que o cliente tenha mais contatos com os outros produtos e esteja mais propenso a gastar. Lembrese: se ele não vê, não pega. E se não pega, não compra. 2- Obstáculo no meio Alguns passos depois da entrada da sua loja, coloque um móvel bem no centro. A distância vai depender do tamanho da loja, mas entre 3 a 5 passos é um bom ponto de partida. Em cima da mesa, coloque produtos mais baratos ou uma decoração. Isso vai forçar seu cliente a andar para o lado direito, onde estarão as peças que você mais deseja vender. Dependendo do tamanho da sua loja, é recomendável utilizar a tática várias vezes. 3- Treine seus funcionários O obstáculo também serve para facilitar o atendimento. Na hora que o cliente parar na mesa de centro, um atendente, gentilmente, pode se oferecer para ajudá-lo. Dessa forma, cria-se o laço com o consumidor e você consegue apresentar a ‘cara’ do seu serviço e da marca logo no início. Preste atenção nesses detalhes, nas lojas de seus concorrentes bem-sucedidos e repare se eles não aplicam alguns desses conceitos. Implemente-os na sua loja também e perturbe a concorrência. Confira algumas dicas *Fontes: Candossim & Cabana/ Pensando Grande te, mais fácil será a venda”, alertam os arquitetos do escritório Candossim & Cabana, especialistas em montagem e loja de material de construção. “Não dá para ficar parado. O mundo evoluiu, as técnicas de vendas também. Os clientes procuram cada vez mais o auto-atendimento para não perder tempo. Está na hora de rever seus conceitos”, frisa a equipe do escritório paulista. Na Bahia, arquiteta Aline Ventan também destaca a importância de pensar estrategicamente na apresentação e distribuição dos produtos na loja, com base na percepção e necessidades do cliente. “A loja tem de ser atraente e permitir aos clientes chegar ao objetivo que o fez procurar aquele estabelecimento, além de induzi-lo a atender outras necessidades associadas aquela compra”, diz a arquiteta baiana, que desenvolve projetos na área em Salvador e, também, em Buenos Aires, na Argentina. VAREJO ATENTO A questão é vistas como prioridade na A&B Tintas, situada no bairro de São Marcos, em Salvador. “Quando o cliente entra na loja, vê logo produtos complementares e linhas diferentes num mix de atrativos”, diz Maria Creuza Alves, que gere o estabelecimento junto como marido, Afrânio Alves. “É o que vende”, resume o também lojista Deolino Nery, mais conhecido como Nerinho, da Comapel, no município de Santo Antônio de Jesus, a 193 quilômetros de Salvador. “Tanto eu, quanto meu irmão, que é responsável pela gestão de vendas, sempre estamos orientando os funcionários da loja para esta questão”, revela. Na Ilha de Itaparica, a empresária Sandra Sales, da loja Portal da Ilha, está sempre atenta à questão. “Digo sempre: produto que não é visto, não é comprado”. Com 20 anos de experiência no setor, ela orienta os funcionários para não deixar prateleiras vazias e se preocupa em estar sempre mudando as frentes de gôndola e criar fluxos que permitam aos clientes circular mais pelo estabelecimento. “Sempre funciona”, garante. h “Produto que não é visto, não é comprado”. Sandra Sales
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