Acomac 84

Capa 40 l RevistaAcomac Bahia bém na capital, nos bairros da Barra e Chame Chame. “Não sei bem até hoje como administrar essa questão e a gente acaba seguindo a velha prática de estimar em 2% as perdas no estoque anual, tentando compensar isso no preço final do produto”, conta. “Antes, não tínhamos controle de nada e, agora, estamos acordamos para esta questão”, revelou o também comerciante José Acácio Vasconcelos, da Rede Erguer Casa Vasconcelos, de Morro do Chapéu, município situado na Chapada Diamantina, a 384 quilômetros de Salvador. Ele, que também participou do curso da Acomac-BA em abril, identificou que as maiores perdas na loja ocorrem no processo de arrumação no estoque. “Já começamos a alertar os funcionários”, diz. Mesmo diante das novas tecnologias, com modernos sistemas de controle de estoque e treinamentos voltados para a redução das perdas, a questão ainda é muito comum no setor em todo o Brasil, sobretudo nos pequenos estabelecimentos. Comparada a um estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), há dez anos, a realidade atual pouco mudou: as perdas mais expressivas registradas estão relacionadas a estocagem de pisos e revestimentos. Na loja de material de construção pesquisadas, à época, foi constatada uma perda média de 0,3% para todo o montante comercializado, sendo as maiores perdas são com pisos, revestimentos e louças sanitárias. h FAZER INVENTÁRIO- Promover um inventário detalhado e cuidadoso de todos os produtos da loja, para identificar as maiores perdas. “Tem muita perda intangível, mas é possível se aproximar da situação real em relação às mais tangíveis”, diz o especialista Paulo Andion. NÃO SE ACOMODAR- É comum o comerciante desprezar a questão das perdas no estabelecimento, devido aos baixos índices por produto. Peca em não se dar conta do prejuízo acumulado. É o velho ditado: “De grão em grão, a galinha enche o papo”. Só que é o lojista quem está perdendo para a “galinha”. USAR TECNOLOGIA- Os softwares de controle de estoque devem ser encarados com seriedade dentro do processo de redução das perdas. Mesmo com a alta tecnologia, elas continuam com altos índices no setor, também pela falta de importância dada aos sistemas informatizados de controle implantados. Isso se dá, muitas vezes, pela própria teimosia do empresário, que muitas vezes prefere continuar operando de forma amadora. “O tema exige uma gestão profissional”, alerta Alexandre Cohim, presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-BA). NORMATIZAÇÃO-Buscar trabalhar com fornecedores que sigam as normas de qualidade para o setor e que ofereçam garantia para os produtos. “É nesta hora que fica ainda mais evidente que o produto muito mais barato, que não segue às devidas normas técnicas, não compensa”, diz Geraldo Cordeiro, presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) e vice-presidente da Acomac-BA. TERCEIRIZAR TRANSPORTE-Com prestador que ofereça garantia. É a forma mais indicada para eliminar os prejuízos com a entrega de material. TREINAMENTO- Após a identificação das perdas por produtos, promover treinamentos específicos sobre manuseio, além de buscar a conscientização da equipe para os prejuízos com as pequenas perdas. O treinamento deve ser dinâmico, adaptado ao dia a dia do funcionário, evitando colocá-lo à exposição teórica genérica que não promova o engajamento na questão. O curso sobre controle de perdas promovido pela Acomac Bahia é uma ótima pedida. A entidade promove nova edição, em Feira de Santana. MOTIVAR EQUIPE- Cuidar, constantemente, da questão motivacional da equipe. “Equipe motivada, não fica jogando contra o patrão”, diz o professor Paulo Andion. DIMINUIR TURN OVER- Com os investimentos em treinamento e motivação, evitar perder funcionário para a concorrência. “A alta rotatividade de equipe é ruim para qualquer negócio”, alerta o especialista. ALGUMASDICAS “É preciso investigar a perda e tentar dimensioná-la omais próximo possível da realidade, não apenas para tentar eliminá-la no dia a dia da empresa, como tambémpara evitar lançar sobre o preço do produto umamargem danosa para o negócio”. Paulo Andion

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