Arquitetura RevistaAcomac Bahia l 55 Avaliar vida útil dos materiais de construção, bem como preço, durabilidade, tempo e custo de manutenção são ações que demandam auxílio de um arquiteto e que contribuem para a redução no custo da construção Escolha dos materiais pode evitar ‘dores de cabeça’ a longo prazo “Produtos demá qualidade podem comprometer todo o trabalho” Carlos Eduardo Salamanca A disponibilidade de mão de obra qualificada para instalação dos produtos também deve ser pensada, já que o investimento em um material com bom preço, procedência e durabilidade pode ser perdido caso o pedreiro não saiba manuseá-lo. “O porcelanato, por exemplo, requer um trabalho cuidadoso na colocação, da mesma forma que pastilhas de vidro”, finaliza. h Iniciar a construção de um imóvel ou realizar uma simples reforma, são ações que demandam atenção redobrada do consumidor quando o assunto são os materiais. A diversidade de produtos e marcas disponíveis no mercado podem confundir quem não tem experiência no assunto e, o que parecia ser um produto com o maior custo-benefício, acaba por se tornar uma grande “dor de cabeça”. “Devido ao custo que envolve toda a obra, as pessoas ficam tentadas a optar por alternativas mais baratas, porém é importante lembrar que produtos de má qualidade podem comprometer todo o trabalho”, salienta o arquiteto e urbanista Carlos Eduardo Salamanca. Dentre os problemas que podem ser desencadeados por materiais de baixa qualidade, estão: infiltrações, rachaduras, manchas e até mesmo deslocamentos da obra. “Além da estética, é necessário se atentar a procedência e referências do produto”, orienta. PARA EVITAR A “DOR DE CABEÇA” O primeiro paço para a realização de uma obra sem intercorrências, é ter o auxílio de um arquiteto, que fará – dentro do projeto arquitetônico – o planejamento dos espaços, revestimentos, pisos, acabamentos, tintas e outros materiais para a decoração. “Nossa função é abrir o olhar do cliente para novas possibilidades, a fim de que ele viva na casa e não para a casa”, expõe. A vida útil do material escolhido é uma das questões a ser observada: qual a resistência, para quais áreas da casa é indicado, além do tempo e valor da manutenção. “Pensar a necessidade de gastar muito dinheiro e esforço para manter as condições do material ao longo do tempo é determinante ao escolher acabamentos. A madeira, por exemplo, quer uma manutenção maior e dedetização periódica para não atrair parasitas”, explica. Salvador é a terceira cidade mais cara para construir casa De acordo com levantamento realizado pelo Grupo Get Ninjas, plataforma para cotação e contratação de diversos profissionais que conta com 65 mil prestadores de serviços em todo país, as cidades mais caras para se construir uma casa na Bahia são Lauro de Freitas e Vitória da Conquista. Mesmo sendo capital, Salvador ficou em terceiro lugar no ranking. A apuração foi feita, no final do ano passado, com base no preço médio cobrado pelos profissionais de obras e reformas em todo o país. As cinco cidades mais caras para construção de uma casa, considerando o valor médio do metro quadrado, foram: Lauro de Freitas (R$ 456,50); Vitória da Conquista (R$ 405,50), Salvador (R$ 394,90), Camaçari (R$ 392,50) e Porto Seguro (R$ 392,00). Já Juazeiro (R$ 302,50), Simões Filho (R$ 339,00), Jequié (R$ 348,50), Barreiras (R$ 345,00) e Ilhéus (R$ 356,50) destacam-se entre as cidades mais baratas. Fontes: GetNinjas/MMatsuo/ Office Comunicação PorDa Redação* l FotosReprodução/Divulgação
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