RevistaAcomac Bahia l 37 Todos sabem bem: a tendência é, quando a empresa está indo bem, não se ter controle sobre despesas e custos, ou ter os controles e não fazer uso para a gestão. Mas, e agora em 2015? O que fazer? Será mesmo um ano difícil para as empresas? Pelo sim, pelo não, promover a gestão de despesas é sempre uma boa alternativa para a saúde financeira dos negócios. É o que acreditam empresários e especialistas de mercado. Quanto à economia brasileira, seja pelas previsões negativas dos economistas, seja por puro efeito dos que se deixam contaminar pelo pessimismo exagerado, o fato é que 2015 tem exigido ainda mais atenção do varejista, diante da perspectiva de crise. “E se não é um ano de previsão de muitas vendas, então, vamos focar no controle das despesas, para assegurar rentabilidade”. Este é o conselho que tem sido dado pelo presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac- -BA), Alexandre Cohim. “Como dizia o velho ditado da vovó: em época de fartura, ninguém se preocupa em economizar, mas a realidade é que não estamos propriamente em um ano de fartura”, alerta. “Então, não adianta focar nas vendas, pois em época de crise, o mercado não temmuito para onde crescer, mas uma empresa, sim, ela pode ter bons resultados ainda assim, não necessariamente só por conta das vendas, mas também pela boa gestão de custos”, frisa. A burocracia tributária, a falta de comunicação com o departamento de contabilidade, e uma administração precária do departamento financeiro são os principais fatores que afetam a gestão das pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. É o que mostrou uma pesquisada realizada pela plataforma Nibo, especializada em gestão financeira para PMEs, com 300 gestores de pequenas e médias empresas em todo o país, no final do ano passado. De acordo com o levantamento, 70% das empresas com menos de 50 funcionários não recebem qualquer tipo de relatório, como demonstração contábil, do seu escritório de contabilidade. O percentual é de 47% quando se trata de empresas com mais de 50 empregados. A pesquisa mostrou ainda que 50% dos pequenos empresários que fazem o planejamento financeiro à mão não sabem ou apenas têm uma vaga ideia de quanto possui para cumprir suas obrigações. Ainda nesse quesito, 25% dos empresários não sabem o saldo bancário da sua empresa. Empresas ainda penam fazendo planejamento financeiro amão Segundo Gabriel Gaspar, CEO do Nibo, os números mostram que a gestão financeira e a comunicação com o setor de contabilidade dentre os empresários ainda é muito falha e precária. “Esses dados mostram o quão negligenciada é a gestão de muitos pequenos empresários”, diz Gaspar. “Nós verificamos que 71% dessas empresas que já tiveram que pagar multas por falhas do setor de contabilidade organizam as suas finanças apenas por meio do Excel, e isso é um dado preocupante”, completa. Apesquisamostrou ainda que 50%dos pequenos empresários que fazemo planejamento financeiro àmão não sabem ou apenas têmuma vaga ideia de quanto possui para cumprir suas obrigações. *Fonte: Seven Public Relations
RkJQdWJsaXNoZXIy MzE3MjY=