Entrevista: Geraldo Cordeiro PorMário Araujo l FotosDivulgação 14 l RevistaAcomac Bahia Em entrevista concedida ao assessor de comunicação da Associação de Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-Ba), Mário Araújo, o presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Geraldo Cordeiro, expõe suas expectativas para o setor neste ano de muitas incertezas para a economia. O líder empresarial, que também é vice-presidente da Acomac-BA, destaca ainda a importância dos investimentos em infraestrutura, lamenta o excesso de burocracia no país e frisa o que considera o maior desafio do ministro da Fazenda, Joaquim Levy: “colocar o Brasil nos trilhos do crescimento”. DIANTE DO CENÁRIO DO SETOR DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO E DA ECONOMIA BRASILEIRA, O QUE SE ESPERA PARA 2015? A economia brasileira esta passando por ajustes muito intensos, o modelo usado até agora, baseado no consumo, já deu sinais de esgotamento, e no modelo utilizado o setor de material de construção também era beneficiado com a facilidade de financiamentos com taxas baixas. O nosso setor é muito dependente de linhas de crédito, por isto mesmo a expectativa até o final de 2015 é menos otimista que 2014, além dos reajustes de preços em razão dos ajustes da economia que também impactam no consumo menor. QUAL SUA EXPECTATIVA EMRELAÇÃO AO NOVO GOVERNO DILMA? O segundo governo Dilma tem que consertar os erros cometidos durante o primeiro, onde se desperdiçou os bons indicadores da economia naquele momento, concedendo benefícios populistas, com aumento do papel do Estado na economia. Agora, o novo ministro da Fazenda precisa conquistar a credibilidade do país, boa parte perdida pela engenharia financeira utilizada “Quemdeveriamandar no país é o cidadão, pois é quempaga as contas” presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Anamaco. pela equipe econômica anterior. Este é o grande objetivo do ministro Joaquim Levy: colocar o Brasil nos trilhos do crescimento. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GARGALOS? O Brasil é um país maravilhoso, mas é muito burocrático, e com uma máquina pública muito pesada e cara. Precisamos diminuir este custo para, a partir daí, sobrar recursos para investimentos em infraestrutura, que é o que precisamos. Investimos muito pouco por falta de recursos e precisamos urgentemente aumentar a produtividade brasileira, que é dificultada por conta da burocracia e nos coloca nos últimos lugares em competitividade com as principais economias do mundo. A CORRUPÇÃO PARECE QUE SE TORNOU CRÔNICA NA VIDA NACIONAL, COM SUCESSIVOS ESCÂNDALOS. O QUE FAZER? A corrupção tomou esta dimensão por conta da impunidade, como vimos na operação Lava Jato que está investigando e punindo pessoas importantes e poderosas. Sendo assim, vejo que tem solução, sendo necessário apenas cumprir a lei e punir os condenados. As pessoas vão saber que o crime tem punição. O QUE SE PODE FAZER PARA MELHORAR O DIA-A-DIA DO CIDADÃO? POUCO SE FALA E FAZ EM REFORMA DO ESTADO, REDUÇÃO DA BUROCRACIA, SIMPLIFICAÇÃO DA VIDA DO CIDADÃO... Precisamos apenas de um administrador menos político, mas que seja competente, justo, com planejamento de futuro, simplificando o ambiente de negócios e a vida do cidadão, tornando o Brasil um país mais justo para o seu povo e um local atraente ao investimento privado. COM A ATUAL QUANTIDADE DE MINISTÉRIOS, SERÁ QUE TAMBÉM NÃO VALE A PENA CRIAR UMA AGÊNCIA DE DESBUROCRATIZAÇÃO QUE ATUE EM TODOS OS NÍVEIS E FACILITE A VIDA DO CONTRIBUINTE E CIDADÃO? Acho que não precisamos de 39 ministérios, precisamos desburocratizar, diminuindo e tornando-os mais produtivos e eficazes. Essa desburocratização deve ser feita tanto na esfera federal, quanto estadual e municipal. Afinal, quem deveria mandar no país é o cidadão, pois é quem paga as contas. Governo é para servir. POR FIM, SEUS PLANOS E SONHOS FUTUROS. GERALDO CORDEIRO NA POLÍTICA NÃO SERIA UMA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO? Meu sonho é ver um país mais justo, onde cumprir a lei não seja vergonha. Um país onde as pessoas não tenham medo de ir a qualquer lugar, sem ter tantos custos adicionais, que seriam função do estado e que hoje temos que arcar com eles. Por fim, um país economicamente estável para termos um futuro mais planejado. h
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