Palavra doPresidente 6 l RevistaAcomac Bahia O Brasil vivencia uma crise nas áreas econômica e política e falta de credibilidade no campo ético. Vivemos também a maior crise de liderança “na história deste país”. Não temos líderes na política, no meio empresarial, religioso ou em qualquer outra área, ninguém com credibilidade para apontar a direção certa. É fato e não adianta maquiar. Fazendo um breve retrospecto das últimas décadas, após um período de superação da inflação e da consolidação da estabilidade econômica, que permitiu a inserção de milhões de brasileiros em uma vida melhor, o eleitor, em sua maioria, optou por um projeto que teoricamente manteria estas conquistas e as ampliaria, mas ninguém parou para pensar qual o custo de gerar este “estado do bem-estar social”, afinal não existe “almoço grátis”. Era chegado o momento, diziam alguns “entendidos”, do “social”, como se social não fossem a derrubada da inflação, a geração de emprego e a melhoria da produtividade, aspectos que trouxeram benefícios a todo o país. Após alcançar o governo federal, o grupo que assumiu o poder já preconizava maior centralização e intervenção do Estado e redução de elementos que fazem parte da liberdade econômica, na dinâmica capitalista. No início adotou-se uma política econômica mais austera e, em um ambiente internacional favorável, o Brasil cresceu e ampliou a inserção de contingentes de sua população a padrões de vida mais dignos. Isso em meio ao aumento de ministérios, cargos e gastos públicos, mas logo depois, inebriados pelos índices de popularidade, a cartilha da boa gestão foi abandonada. Tudo se resumia a uma questão de vontade política, como se fosse possível eliminar as enormes desigualdades sociais apenas através de decretos e projetos sociais, pois realmente a única certeza é que havia um enorme risco de acontecer o mesmo que aconteceu com alguns países vizinhos, que hoje penam com carências de diversos tipos. Os alertas, no entanto, começaram a soar: era necessário mais controle na chave do cofre e a realização das reformas estruturantes (trabalhista, Alexandre Cohim Presidente da Acomac-Ba Choque de Capitalismo previdenciária e tributária) que realmente dessem sustentação à geração de riquezas que pagassem as despesas com os programas sociais. Havia clima político para estas tarefas, que, no entanto, foram negligenciadas. A crise internacional, que afetou a maioria dos países mais desenvolvidos, foi amenizada, no Brasil, pela manutenção de tal política econômica, que de fato, serviu de anteparo – provisório - às vacas magras que se faziam presentes no exterior. O tempo passou e, mais uma vez, vozes sensatas alertaram, já no primeiro mandato do atual governo, de que era preciso fazer as reformas e controlar e racionalizar a gestão pública. O cenário mundial já mudara. No entanto, não foi este o caminho seguido, e hoje os resultados brotaram, com buracos nas contas públicas de fazer inveja a queijo suíço. Será um duro trabalho reorganizar a economia no atual contexto e o céu não está pra brigadeiro. O adágio popular diz que o brasileiro não desiste. Por isso, mais do que nunca o Brasil precisa de um choque de capitalismo. De valorização e estímulo ao empreendedorismo, de simplificação tributária, de medidas efetivas contra a burocracia e a criação de uma cultura que valorize o empreendedor, que, pelo ranço ideológico, ainda é visto como o “tubarão”. Esquecem, no entanto, que estes “tubarões”, em sua maioria, são homens e mulheres ousados em arriscar, sonhar, criar, investir e gerar oportunidades de trabalho. Um sonho realizado de um empreendedor tem o potencial de produzir a realização dos sonhos de muitas outras pessoas. É verdade que, em uma sociedade, nem todos são empreendedores, mas que se facilite o trabalho daqueles que são, liberte os que querem ser e que se crie uma cultura educacional que desperte nos mais jovens o desejo de ser. O grande avanço tecnológico que a humanidade tem alcançado, principalmente no campo do conhecimento e da ciência aplicada, é resultado de indivíduos que tiveram a liberdade de pensar e agir, em ambientes favoráveis a tais iniciativas. Muitos não foram adiante, mas muitos avançaram. É assim a história. Quantos “sonhadores” despencaram dos céus na tentativa de voar? Mas isso foi conseguido!!. Deem uma chance à liberdade e à criatividade e o Brasil mudará de rumo. Ainda somos um país de asas tolhidas, cortadas não, porque ninguém ousaria e nem ouse fazê-lo. A liberdade é o bem maior do ser humano e por ela vale a pena viver e por ela abrir mão da própria vida, se necessário for. Mas que prevaleça a opção da busca da felicidade e das realizações dos brasileiros. Mesmo com as atuais nuvens escuras, acima delas brilha o sol. A esperança não morre enquanto houver homens e mulheres que pensem adiante e empreendam. O Brasil precisa deles e de um “choque de capitalismo”! E uma oportunidade singular para mostrar a força do capitalismo, particularmente no setor de material de construção, é o nosso Ecomac Bahia!! Em sua 24ª edição, temos a presença do trading de todo o Brasil: revendas, indústrias, representantes, bancos e órgãos de apoio ao varejo, que em um ambiente agradável e relaxante podem tratar de negócios, fazer networking e também se descontrair! Esta tem sido a proposta do evento, no Iberostar Praia do Forte, de 1 a 4 de outubro, no Litoral Norte da Bahia. A Acomac-BA e a Anamaco, entidades promotoras, agradecem o apoio de todos os participantes e patrocinadores, que o tornaram possível. Que todos desfrutem do 24º Ecomac Bahia, e saiam revigorados para os desafios da vida e das nossas atividades profissionais. Acreditamos em nosso setor, na livre iniciativa e no Brasil!
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