Acomac 85

RevistaAcomac Bahia l 55 PorSara Carvalho* “Para não deixar de agarrar essas oportunidades de bons negócios emmeio à crise, a empresa deverá ficar atenta à sua saúde e gestão financeira”. Sara Carvalho podemos ter certeza se conseguiremos terminar no prazo todos os desafios impostos ao Brasil. A análise de riscos possui fases que devem ser seguidas para que possamos tomar decisões baseadas em estatísticas confiáveis: identificar e categorizar os riscos, definir as causas e impactos dos mesmos, definir as estratégias e planos de contenção e contingência para tratamento de riscos, priorizar os riscos pela análise qualitativa, realizar análise quantitativa dos riscos e desenvolver os planos para mitigação dos riscos. Baseado nos recursos que o projeto possui e analisando-se os riscos, teremos, desse modo, maior precisão na tomada de decisão para conseguirmos concluir os produtos e serviços demandados, no prazo, custo e qualidade planejados. Com tamanhas oportunidades no mercado brasileiro, as empresas para serem mais competitivas e produtivas necessitam de gestores capacitados e que conheçam a realidade da empresa. Torna-se, portanto, latente a necessidade do gestor de projetos, que deve também ser preparado para a realização da prova de certificação “Project Management Professional” (PMI-PMP) como gerente de projetos certificado pelo Project Management Institute (PMI), o que é um diferencial no mercado. Esse é de fato um momento de oportunidades no Brasil, para que os profissionais estejam preparados para assumir novos desafios e cargos gerenciais mais altos nas organizações. Quem tem, por exemplo, um MBA aumenta ainda mais as oportunidades de melhorar sua empregabilidade, agindo como um paradigma de melhores condições de trabalho e com maiores remunerações. h *O professor Flavio Sohler é coordenador o Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG) no MBA Gestão de Projetos em Engenharias e Arquitetura com Preparação para Certificação PMP e MBA Gerenciamento de Obras, Qualidade e Desempenho da Construção. Contato da assessoria: maraisa.bastos@ipog.edu.br * Consultora nas áreas de Finanças e Contabilidade, Sara Carvalho é especialista em Controladoria e professora do Curso de Aperfeiçoamento Profissional “Gestão de Inadimplência e Formas de Pagamento” do Instituto de PósGraduação e Graduação (IPOG). Contato da assessoria: maraisa.bastos@ipog. edu.br Em 2014, já se ouviam os rumores de que o ano seguinte seria de recessão econômica, e o que certificamos, em 2015, é que não se tratavam apenas de rumores, mas, sim, da constatação acerca das consequências de como o País era conduzido. Vemos agora inflação em alta, aumento do dólar, restrições de crédito, aumento de dívidas em atraso, etc. Nesse sentido, o indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mostra que as empresas brasileiras começaram o ano com mais dívidas em atraso, e apontou 12,1% de crescimento de inadimplência financeira no primeiro trimestre de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014. Apesar de todos os problemas econômicos, segundo o economista brasileiro e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, o Brasil vive uma crise e não um colapso, ou seja, não iremos esmorecer como a Argentina e a Venezuela. O que isso significa? Que, em meio a essa turbulência, também é possível ter a oportunidade de se fazer bons negócios e ter chances de crescimento. O quê insólito da questão vem em como isso pode ser possível. O que deve ser de ciência de todos, principalmente de empresários empreendedores, é que, nesses momentos de estagnação e crise, o mercado abre novas frentes para serem trabalhadas. Com a crise, pessoas tendem a retornar a hábitos mais antigos e a usufruir de serviços mais básicos, porém não querem ficar desatualizadas de acordo com as novas tendências tecnológicas e de comportamento. Então, aqui as palavras certas a serem usadas nesse momento são: inovação e otimização. Turbulência e bons negócios Pessoas, nessa época de finanças enxutas, irão querer comprar e reparar carros usados, ao invés de comprar novos; irão querer restaurar roupas e sapatos usados; irão reformar suas casas, pois o acesso ao crédito estará mais restrito para financiamentos imobiliários etc. Aqui, o diferencial será a oferta a esses clientes, já que os produtos e serviços terão que ser de qualidade, ser modernos e com preço acessível. Assim, para não deixar de agarrar essas oportunidades de bons negócios em meio à crise, a empresa deverá ficar atenta à sua saúde e gestão financeira. E, é claro, os custos deverão ser enxutos. Portanto, torna-se obrigatório fazer análise de fluxo de caixa periodicamente; reformulação do Plano de Negócio; refazer planos estratégicos e orçamentários; traçar novos projetos de cobranças etc. A contratação de uma empresa de consultoria ou de serviços especializados poderá ajudar a atingir o objetivo de crescimento, bem como participação de cursos, palestras e treinamentos que instruam os empreendedores a respeito do assunto.

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