EspaçoAnamaco PorCláudio Conz* l FotosReprodução/Divulgação Mesmo mantendo-se em patamar ainda elevado, o setor varejista de material de construção tem registrado ligeira retração no nível de pessimismo entre os comerciantes, em relação às ações do Governo nos próximos 12 meses. De acordo com pesquisa feita pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o índice caiu de 57% para 55%. O levantamento foi feito em agosto, apontando ainda que cerca de 29% dos entrevistados pretendem fazer novos investimentos nos próximos 12 meses e 11% planejam contratar novos funcionários. A pesquisa é feita pelo Instituto de Pesquisas da Anamaco, com o apoio das associações Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati) e Nacional dos Fabricantes de Cerâmica (Anfacer), além do Instituto Crisotila Brasil e do Sindicato da Indústria de Artefatos de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Siamfesp). O levantamento ouviu 530 lojistas das cinco regiões do país entre os dias 26 e 29 de agosto e a margem de erro é de 4,3%. O mesmo levantamento apontou que as vendas de material de construção cresceram 4% em agosto nos grandes estabelecimentos do setor espalhados pelo país. Já as lojas pequeMenospessimismo Apesar das projeções pouco animadoras para a economia em 2016, empresários apostam em ações próprias e reduzem expectativas negativas para os negócios nas e médias tiveram queda de 6% e 2% no período, respectivamente. Esse desempenho do setor no mês reflete uma retomada das pequenas obras e das reformas em todo o país. Embora, no geral, as vendas tenham ficado 3% abaixo das do mês de julho e 6% menor do que as de agosto do ano passado, no acumulado dos últimos 12 meses elas seguem no mesmo patamar, sem grandes previsões de queda nos próximos quatro meses. O desempenho de algumas categorias como cimento, que cresceu 7% em agosto, e tintas, que ficou 3% acima do índice apresentado no mês passado, indicam que o brasileiro está voltando a reformar e a investir em pequenas obras. Afinal, a casa é como um ser vivo que precisa de manutenção constante. * O empresário Cláudio Conz é presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), do Sindicato do Comércio Atacadista de Material de Construção (Sincomaco) e do Instituto Brasileiro de Serviços e Terceirização na Construção e na Habitação (IBSTH). É também membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (CDES), integrando ainda o Conselho do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e o Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), representando a Confederação Nacional do Comércio. É integrante do Grupo de Acompanhamento da Crise, criado pelo Governo Federal para acompanhar os impactos da crise econômica internacional nos setores da economia brasileira, diretor da Federação do Comércio de São Paulo (FecomércioSP)e presidente da Organização de Auxílio Fraterno (OAF), entidade sem fins lucrativos que visa desenvolver e ampliar projetos e ações socioeducativas, que promovam o reconhecimento dos direitos fundamentais, a organização e a emancipação da população de rua. No total, 46% dos entrevistados acreditam que recuperarão parte das vendas já em setembro. Entre as demais categorias pesquisadas no mês, metais sanitários tiveram desempenho estável, enquanto revestimentos cerâmicos, louças sanitárias e telhas de fibrocimento retraíram 2%. Com estes números, continuamos prevendo um cresci-mento de 1,5% a 3% em 2015 sobre o ano passado, quando o varejo de material de construção registrou um faturamento recorde de R$ 60 bilhões. No levantamento por regiões, 26% dos lojistas da região Sul apresentaram aumento de vendas no período, seguidos por 25% dos estabelecimentos do Norte e Nordeste. No Sudeste e no Centro-Oeste as vendas cresceram para 21% e 20% dos entrevistados. h Obrasileiro está voltando a reformar e a investir empequenas obras. Afinal, a casa é como umser vivo que precisa demanutenção constante”. Cláudio Conz 10 l RevistaAcomac Bahia
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