Palavra doPresidente 8 l RevistaAcomac Bahia A educação é um fator-chave para o desenvolvimento de qualquer país. Os mais evoluídos não chegaram a tal condição por acaso. A educação foi ferramenta fundamental para alavancar o seu desenvolvimento, principalmente nas democracias capitalistas. Mais recentemente, o nosso mundo globalizado tem vários exemplos de nações que em 50 anos saíram de um estágio mais atrasado que o nosso e tornaram-se potências: Coréia do Sul, Taiwan, China e outros menores. O Brasil, como os demais países, tem sua própria história no campo da educação. Apesar de quase 200 anos de independência e mais de 300 de colonização, os índices e resultados efetivos mostram que há muito a se fazer e alcançar. Não somente nos aspectos quantitativo e qualitativo, mas também no conteúdo da educação proporcionado à nação brasileira por suas instituições de ensino públicas e privadas. A raiz do problema continua a ser o ensino fundamental, que já há alguns anos - não obstante ter crescido em sua oferta - carece de conteúdos que preparem o cidadão para os desafios da vida contemporânea, na qual o conhecimento é crucial. Um dos aspectos essenciais é reduzir e mesmo eliminar o forte aspecto ideológico, que segue a cartilha de um pensamento ultrapassado de conflito de classes, que voltou à tona, mesmo após a derrocada dos países com um sistema político baseado no igualitarismo forçado. Chega a ser irônica a contradição de que muitos que ressaltam a importância da “pluralidade” e “diversidade”, em seus discursos, sejam os mesmos que defendem o hegemonismo, em suas ideias e práticas, na vida real. É preciso mudar: criar um sistema educacional que conscientize o indivíduo de sua importância para a sociedade, ao valorizar as iniciativas criativas, o empreendedorismo, o mérito, a liberdade e circulação de ideias e fornecerlhe os elementos básicos com vistas à capacitação profissional, de modo à torná-lo produtivo em seu futuro, inserido neste mundo globalizado e CAPITALISTA, por isso precisamos eliminar estes “ranços” ideológicos. Se faz necessário trabalharmos valores que não necessariamente fazem parte da nossa cultura tais como a valorização do trabalho, a poupança, a postura cidadã, do coletivo, o espírito patriótico, entre outros. Uma pátria que se propõe a ser “educadora” é aquela que efetivamente educa, não doutrina. Quiçá possa o Brasil trilhar este caminho, pois “um outro mundo possível” se constrói com diálogo, democracia, liberdade e indivíduos que pensem e ajam, não uma massa uniforme moldada por conceitos que a realidade se encarregou de rejeitá-las. Neste primeiro quadrimestre, a Acomac-BA promoveu o curso “Controle de Perdas”, em abril, dentro da política da entidade de fortalecer a capacitação de seus associados, principalmente nos tempos atuais, quando se vivencia uma retração na economia, e, mais do que nunca, é preciso saber gerir, sob pena de perdas parciais ou totais da empresa (fechamento). Os preparativos para o 24º Ecomac Bahia seguem em pleno andamento e sempre enfatizamos a importância das inscrições antecipadas, pois a demanda é grande e a oferta de vagas, limitadas. É oportuno analisar o desempenho do mercado de material de construção, na Bahia, o qual se apresenta complexo: em alguns segmentos o nível de vendas mantém-se estável e em outros houve queda. É preciso que o lojista seja extremamente atento a estes detalhes, ao se manter bem informado, não cair na tentação da guerra de preços e exercitar a criatividade em fortalecer o atendimento, o marketing e a comunicação. Vale a pena refletir na experiência dos empreendedores bem-sucedidos do passado, e a um deles, o milionário norte-americano John Rockefeller, é atribuída uma importante frase: “Se me sobrasse apenas um dólar de toda a minha fortuna, não teria dúvidas em investir em propaganda”. Alexandre CohimMoreira Presidente da Acomac-Ba Educação e propaganda são coisas diferentes e importantes
RkJQdWJsaXNoZXIy MzE3MjY=