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58 l RevistaAcomac Bahia Arquitetura PorAline Ventan* l FotosReprodução/Divulgação ranking mundial de sustentabilidade, estes requisitos são amplamente executados. O Brasil, que ocupa o 77° lugar nesse ranking, vem incorporando de maneira crescente, ainda que lentamente, esses métodos. POLÍTICA E INVESTIMENTOS O desafio dos países emergentes como o Brasil é vencer a falta de investimentos e de políticas que facilitem a implementação dessas metodologias nas diversas escalas, tornando mais acessíveis os produtos tecnológicos disponíveis no mercado. Os painéis solares fotovoltaicos, as lâmpadas de alta eficiência energética como as LED, os artefatos inteligentes, como louças e metais sanitários controlados por sensores e as infraestruturas de captação Sustentabilidade. Uma das palavras mais usadas atualmente por órgãos e entidades preocupados com a questão ambiental, bem como por profissionais interessados na crescente necessidade da economia dos recursos demandados por nossa sociedade. Segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU), mais de 54% da população mundial atual vive em áreas urbanas e estima-se que este percentual chegue a um 66% em 2050. Com tanta gente morando nas cidades, a preocupação com abastecimento de água, eficiência energética e meio ambiente torna-se primordial, visto que cada vez mais atravessamos crises relacionadas à escassez de recursos naturais. Como profissionais arquitetos devem encarar esse desafio? De acordo com o arquiteto dinamarquês Bjarke Ingels, da firma BIG, “sustentabilidade não pode ser como um sacrifício moral ou dilema político ou uma causa filantrópica, precisa ser um desafio do desenho!” Como desenhar, no entanto, essa arquitetura que responda aos requisitos da sustentabilidade? Existem muitos recursos arquitetônicos que, quando utilizados, podem gerar mais eficiência no conforto bioambiental das construções, favorecendo a economia e, portanto, contribuindo para edificações mais sustentáveis. Pensar na orientação do edifício, promover iluminação natural, utilizar-se de ventilações cruzadas, de proteções para fachadas, tais como brises, uso de materiais termos-acústicos e revestimentos certificados, já não são apenas os recursos que devem ser considerados na etapa de desenho. A preocupação com a sustentabilidade infere na redução do consumo de energia e de água, o uso consciente de madeiras, minimização de resíduos e o reaproveitamento com produtos reciclados bem como o incentivo ao consumo consciente, tornando tais temas fundamentais na hora de projetar. Em países como a Suíça e a Dinamarca, que ocupam as primeiras posições no Brasil ainda caminha a passos lentos em projetos sustentáveis desenho Odesafio do de águas pluviais são um pequeno exemplo de produtos já existentes no mercado, e que tem como finalidade reduzir o consumo de água e energia - só que representam um custo superior comparado aos métodos das construções tradicionais. Com pesquisa e uma boa dose de criatividade, entretanto, é possível conseguir soluções alternativas, comprometidas com a sustentabilidade, capazes de suplantar as dificuldades nos custos de investimento. Um bom exemplo disso é a casa projetada pelo escritório holandês Superuse Studios, na cidade de Enschede na Holanda. A casa foi construída quase que totalmente com materiais de demolição e restos de fabricação locais, tornando o seu custo bastante inferior, preservando o meio ambiente sem abrir mão do design (foto). No Brasil existem ainda poucas edificações construídas totalmente com material reciclado. Faltam incentivos e interesse de pesquisa por parte de muitos profissionais. Fica, então, o alerta para arquitetos e projetistas para a necessidade de inovação e adaptação aos novos paradigmas da construção que respondam positivamente às questões ambientais. O bolso do cliente e o planeta agradecem. h * A arquiteta baiana Aline Ventané graduada pela Universidade de Buenos Aires, na Argentina. “Arquitetos e projetistas devem ficar atentos à necessidade de inovação e adaptação aos novos paradigmas da construção que respondam positivamente às questões ambientais”. Aline Ventan

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