Acomac 84

RevistaAcomac Bahia l 13 Revista Acomac Bahia- A Bahia é um estado grande e populoso. O que a Fecomércio-BA tem feito para marcar presença no interior, principalmente nas regiões mais distantes? Carlos Andrade- Através dos nossos braços sociais, os serviços social do Comércio (Sesc) e de aprendizagem comercial (Senac), promovemos o desenvolvimento de diferentes polos no interior baiano onde temos unidades físicas instaladas. Ainda temos unidades móveis, como o Senac Móvel e o OdontoSesc, que levam serviços de educação e saúde a todo o estado. Uma das prioridades da minha gestão é ampliar a presença do Sesc e Senac no interior até o final da nossa gestão, em 2018. As cidades que receberão novas unidades serão Jacobina, Ilhéus, Irecê, Porto Seguro, Teixeira de Freitas, Alagoinhas e Feira de Santana. Nossa base sindical também cobre várias cidades do interior, a exemplo de Santo Antonio de Jesus, Jacobina, Alagoinhas, Vitória da Conquista, dentre outras. Revista Acomac Bahia- O senhor acredita que o varejo precisa unir suas diversas entidades em torno de uma pauta comum de reivindicações? Isso acontecendo, quais são, em seu entendimento, os principais itens de interesse do comércio no diálogo junto ao Poder Público, particularmente na Bahia? Carlos Andrade- Desde que assumi a presidência da Federação, coloquei-me à disposição das entidades co-irmãs para trabalharmos em conjunto. Minha filosofia é de que só com a união de forças, conseguiremos resultados. Já efetivamos várias ações em parceria com as entidades representantes dos outros setores produtivos, a Federação das Indústrias (Fieb) e a Federação da Agricultura (Faeb), e também desenvolvemos parcerias com as demais representantes do comércio: Associação Comercial da Bahia, Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), entre outras. O principal pleito que une todo o setor produtivo é a redução da carga tributária. Temos outras reivindicações junto ao poder público, mas esta tem figurado como nossa principal bandeira. A Fecomércio-BA exerce de forma contínua ações junto ao Poder Legislativo, nas esferas federal, estadual e municipal, em defesa dos interesses do comércio. Revista Acomac Bahia- A economia brasileira está em desaceleração, as denúncias de corrupção se sucedem e as perspectivas não são positivas para as vendas nos próximos meses, na maioria dos segmentos do comércio. Qual a leitura que o senhor faz deste cenário: causas, consequências e meios para que o comerciante possa não somente sobreviver, mas até mesmo descobrir oportunidades nesta fase em que o país atravessa? Carlos Andrade- O ano de 2015 está sendo de “turbulência” com as “Onosso segmento responde por 60%do PIB e 70%domontante de empregos”. Carlos Andrade taxas de juros altas e o aumento das despesas, como energia elétrica, combustível e outros. Para que possamos minimizar o impacto no comércio, temos que trabalhar mais, focar no nosso negócio, ganhar mais e gastar menos. Valorizar a meritocracia, investindo no empregado que contribui mais para os resultados da empresa. Isso dá um gás diferenciado ao negócio. Revista Acomac Bahia- Ser comerciante é ser um empreendedor. No Brasil, por conta de diversos fatores, inclusive ideológicos, o empreendedor muitas vezes ainda é visto de forma negativa por parte da população. O que a Fecomércio-BA e as demais coirmãs de outros estados e segmentos da economia podem fazer para mudar esta visão distorcida? Carlos Andrade- Acredito que a visão do empreendedorismo no comércio como algo negativo já é coisa do passado. O nosso segmento, o comércio de bens, serviços e turismo, responde por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e 70% do montante de empregos gerados, movimentando a economia na capital e interior. A Fecomércio-BA e demais entidades ainda necessitam trabalhar mais na divulgação desses dados para a sociedade. h

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