48 l RevistaAcomac Bahia Tecnologia PorMarcio Eugênio* l FotosReprodução/Divulgação E-commerce: Empreender. Esta palavra está presente no desejo de três em cada quatro brasileiros, de acordo com uma pesquisa realizada pela Endeavor. Muitas pessoas desejam ter seu negócio próprio e os motivos são diversos.. Porém, tirar a ideia do papel e executá- -la, pode ser um pouco complicado. Apesar de possuirmos o desejo de empreender, não possuímos a cultura do empreendedorismo - que implica, consequentemente, na cultura do planejamento. Muitas pessoas acabam optando por começar seu primeiro negócio através do e-commerce, devido à simplicidade de colocar uma loja virtual no ar. Entretanto, o que muita gente não sabe é que os riscos existentes em um negócio online são tão possíveis quanto no varejo tradicional. Enquanto a taxa de sobrevivência no micro e pequeno negócio num geral gira em torno dos 76% nos dois primeiros anos, um terço das lojas virtuais costumam fechar antes de completar dois anos no mercado. A mortalidade virtual é maior por dois motivos: além da alta competitividade com os grandes players, muitos empreendedores começam o negócio sem nenhum planejamento. Ainda assim, investir no comércio digital é uma boa ideia. Os números no mercado do e-commerce são extremamente otimistas, com taxas de crescimento que, ano a ano, superam os dois dígitos no percentual. De acordo com o E-bit, o comércio eletrônico faturou no primeiro semestre deste ano R$ 16 bilhões — o que representa um crescimento de 26% em comparação ao mesmo período do ano passado. Para se ter uma ideia, o varejo tradicional cresceu apenas 4% neste mesmo período de tempo. A previsão é de que o comércio eletrônico feche 2014 com um crescimento nominal de 21% em comparação a 2013. Em contrapartida, espera-se que o varejo Como ingressar neste mercado com sucesso tradicional feche o ano com o crescimento de 4,7%. Os números e projeções apresentados acima mostram o cenário de um mercado relativamente novo, mas que está cada vez mais consolidado no país. Na última década, os investimentos no e-commerce aumentaram 127%, de acordo com a Fundação Getúlio Vargas. Espera-se, ainda, que este ano feche com 11,6 milhões de novos consumidores online, somando um total de 63 milhões de pessoas no Brasil que utilizam a internet para adquirir produtos como eletrodomésticos, vestuário, calçados e perfumaria. Sabendo que o cenário é próspero, é preciso tomar medidas para que a empresa seja saudável e vingue por muitos anos. Se existisse um médico para isso, a única receita que ele passaria seriamaltas doses de planejamento. Os motivos são vários. Primeiro porque evita que o empreendedor abra um negócio por impulso, outro porque um bom planejamento faz com que uma loja virtual consiga enfrentar a fortíssima concorrência vinda das gigantes do varejo eletrônico. Para quem quer entrar neste mercado, seja muito bem-vindo, porém planeje muito. O mercado é amplo, vindouro, e está para peixe. Cabe, porém, ser um bom pescador, pegar seus equipamentos e escolher que tipo de peixe você quer pescar. h umoceano de oportunidades Vivemos em uma sociedade cada vez mais conectada e ubíqua onde o online e o offline se misturam. Muitos empreendedores que já possuem um “empreendimento offline” acabam em algum momento optando por expandir seus negócios e resolvem colocar suas lojas na world wide web. Acontece, porém, que existem algumas práticas e peculiaridades distintas quando se trata de tocar uma loja física ou uma loja virtual. Na maioria das vezes, por falta de conhecimento, o empreendedor acaba administrando o e-commerce como administra seu comércio tradicional. O resultado: as vendas pela internet não aparecem e o dono da loja conclui que essa história de ter uma loja online não dá em nada. Mas, acredite, loja online vende sim. Para conseguir vender algum produto ou serviço em um estabelecimento virtual, é preciso primeiramente entender algumas diferenças entre um e-commerce e uma loja física. Quando se abre um comércio em uma rua ou em um shopping, os clientes que transitam por ali acabam olhando para a vitrine e, se houver interesse na loja em questão, entrando no estabelecimento — nem que seja para dar aquela “olhadinha básica”. O ponto escolhido é muito importante para que ocorra esse fluxo de possíveis compradores e também de pessoas que irão disseminar a informação de que uma loja muito bacana está instalada em um determinado local. Um e-commerce, por sua vez, é um ponto comercial no meio do deserto. Aquele fluxo de pessoas que passam pela loja e dão a olhadinha depende quase que exclusivamente de estratégias de Do offline para o online
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