Acomac 83

Sumário 8 l RevistaAcomac Bahia Canal 2 Comunicação e Eventos Ltda. Telefone 3344 1911 / 1624 contato@canal2.com.br www.canal2.com.br Diretor Executivo: Luciano Dórea Editoras: Joyce de Sousa (MT/Ba 1689) Fotógrafo: Alvenir Jr. Design Editorial: Elaine Quirino - elainequirino@gmail.com Arte Finalista: Drielle Brasil - publicidade.canal2@gmail.com Dep. Comercial: Luiz Amorim (71) 3344 1911 / 3344 1624 Dep. Financeiro: Carlos Dórea - carlos@canal2.com.br Tássia Barbosa - tassia@canal2.com.br Circulação: Bahia e Sergipe Distribuição: Gratuita Tiragem: 8 mil exemplares DIRETORIA EXECUTIVA: Presidente: Alexandre CohimMoreira 1º Vice-Presidente: João Carlos Andrade 2° Vice-Presidente: Geraldo Cordeiro Vice-Presidente administrativo: Gilberto Cerqueira Vice-Presidente administrativo: Sílvio Corrêa Vice-Presidente de patrimônio: David Queiroz Vice-Presidente financeiro: Márcio Nascimento Vice-Presidente financeiro: Osmar Araújo Vice-Presidente relações públicas: José Manuel Garcia Martinez Vice-Presidente de eventos: Álvaro Ventin CONSELHO FISCAL: Efetivos: Deusdeth Queiroz Filho, José Gargur e Carlos Paz Suplentes: Deolindo Nery Filho, Manuel Porto Trancoso e Pedro de Jesus CONSELHO DELIBERATIVO: Alfredo Gonzalez, Álvaro Ventin, Carlos Alberto Pereira, Edvaldo Coelho, Geraldo Cordeiro, Joaquim Ruas, Jose Eloy, Luciano Araújo,Manoel Bernardino e Sílvio Corrêa Tel.: 71 3113 2481 Telefax: 71 3113 2480 ­Av. Tancredo Neves Ed. Salvador Trade Center Torre Norte, sala 2215 CEP 41820-020 - Sal­va­dor-BA acomac.ba@terra.com.br www.acomac-ba.com.br ACONTECE ACOMAC Osmar Araújo é novo diretor executivo da Acomac-BA GESTÃO E MARKETING Redes representam boas alternativas para negociação com fornecedores ACONTECE ACOMAC 19 l Lançada agenda de atividades da associação 12 l Festa de confraternização 20 l Cresce representatividade do interior 48 l E-commerce: um oceano de oportunidades 60 l Timidez nunca mais ESPAÇO ANAMACO 15 l O renascimento do varejo físico 10 l PALAVRA DO PRESIDENTE 50 l ESTANTE DE IDEIAS 52 l FEIRINHA DE NOVIDADES 14 l EDITORIAL ENTREVISTA 10 l Geraldo Cordeiro CAPA 36 l Gestão de Despesas- Gerando caixa para o futuro ECONOMIA 34 l Adote já medidas para vencer eventuais dificuldades do ano SAÚDE E COMPORTAMENTO 56 l Já aderiu à moda detox? ARQUITETURA 54 l O desafio de realizar sonhos em tempos de crise PONTO FINAL 66 l Estamos acabando com o país TECNOLOGIA 47 l Vilões da acuracidade do estoque TESTE 58 l Você tem inteligência emocional? LEGISLAÇÃO E TRIBUTOS 26 l A importância da atuação preventiva GESTÃO E MARKETING 42 l Crise e oportunidade realmente andam juntas? 30 l O problema também é seu! 44 l O Fantasma do Crescimento 31 l De olho no cliente: sensação de prazer define compra 16 45 ECONOMIA Pobre Marianne: a moeda de R$ 1 nunca valeu tão pouco em 10 anos 32

Palavra doPresidente 10 l RevistaAcomac Bahia O ano de 2015 começa com medidas restritivas na economia, que, o governo, no tempo da campanha eleitoral, alardeava que seriam aplicadas pela oposição, caso vencesse, e que provocariam o Apocalipse. Do lado vencedor, a promessa era a continuidade da marcha rumo ao paraíso. A prometida Ilha da Fantasia (quem lembra?) dos magos do marketing esfumaçou-se. O vale tudo valeu. Agora, a ordem é apertar o cinto. Temos reiterado, inclusive nesta revista, que a economia brasileira carece de reformas profundas e urgentes, algumas não tão populares. Ações necessárias foram postergadas por razões óbvias, típicas da velha política, contradição para quem sempre se propôs a ser o novo. Muitas das medidas propostas são sensatas e corretas, porém pouco se fala em reforma administrativa que busque eficiência e redução da máquina estatal (inclusive com reduções de ministérios), algo que parece difícil de ocorrer, em face da essência ideológica e as necessidades políticas do grupo dominante. A corrupção estonteante tem de ser combatida, afinal o Brasil precisa se respeitar como país. E ainda tem gente querendo controlar a mídia. Piada? Não, é pra se levar a sério e dizer NÂO!!! Pela Acomac-BA, já temos uma vasta programação com quatro palestras, sendo duas iguais no interior, o 1º MBA em Gestão Empresarial do setor de material de construção na Bahia, que começou no dia 27 de fevereiro, e o nosso grande Ecomac, em sua 24ª edição, cujo tema será “Como tornar sua loja mais lucrativa: Gestão com Foco na Rentabilidade”, de 1 a 4 de outubro, no Iberostar Praia do Forte. Vamos continuar a trabalhar forte pelos nossos associados, com projetos novos e interessantes, e aos coligados ao nosso setor. É tempo de se focar numa gestão criativa, que busque resultados e controle os custos. É o tempo de mostrar, enfim, competência. Muito trabalho, disciplina, profissionalismo e fé neste ano de 2015 Promessas x Ações Alexandre CohimMoreira Presidente da Acomac-Ba

Editorial 12 l RevistaAcomac Bahia Já aderiu à moda detox? A questão de uma das matérias da nossa seção de Saúde e Comportamento refere-se à nova dieta focada no sumo das frutas e produtos naturais concentrados, com o objetivo de desintoxicar o organismo. Metaforicamente, também é possível desintoxicar sua empresa dos riscos de desempenho bem abaixo do esperado ou de ser contaminada pelo pessimismo do mercado. Uma saída detox? O corte das despesas, com base numa boa gestão de custos. Ou seja: concentrar em medidas que tenham real efeito para a qualidade do gastos. Pois bem: este é justamente o assunto da matéria de capa desta edição da sua Revista Acomac Bahia. Uma questão tratada com a seriedade devida pela Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-BA), que anuncia neste final de trimestre sua programação até o final do ano com o tema: “Como tornar sua loja mais lucrativa: Gestão com Foco na Rentabilidade”. A edição ainda apresenta o novo diretor executivo da entidade e testa sua inteligência emocional em um ano sujeito a “sustos”. Traz ainda dicas de legislação, marketing, tecnologia, além das novidades do mercado, muitas das quais apresentadas na 21ª edição da Feicon- Salão Internacional da Construção, um dos maiores eventos do setor, realizado no Anhembi, em São Paulo. É neste cenário que lançamos a Acomac 83, torcendo sempre não apenas por bons negócios, mas pela saúde da sua empresa. Boa leitura! Detox Empresarial LucianoDórea Diretor Executivo Canal 2 Comunicação e Eventos canal2 Faça parte www. .com.br INSTAGRAM @canal2 FACEBOOK Canal 2 Comunicação e Eventos das nossas Acesse aversão digital em redes sociais

Entrevista: Geraldo Cordeiro PorMário Araujo l FotosDivulgação 14 l RevistaAcomac Bahia Em entrevista concedida ao assessor de comunicação da Associação de Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-Ba), Mário Araújo, o presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Geraldo Cordeiro, expõe suas expectativas para o setor neste ano de muitas incertezas para a economia. O líder empresarial, que também é vice-presidente da Acomac-BA, destaca ainda a importância dos investimentos em infraestrutura, lamenta o excesso de burocracia no país e frisa o que considera o maior desafio do ministro da Fazenda, Joaquim Levy: “colocar o Brasil nos trilhos do crescimento”. DIANTE DO CENÁRIO DO SETOR DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO E DA ECONOMIA BRASILEIRA, O QUE SE ESPERA PARA 2015? A economia brasileira esta passando por ajustes muito intensos, o modelo usado até agora, baseado no consumo, já deu sinais de esgotamento, e no modelo utilizado o setor de material de construção também era beneficiado com a facilidade de financiamentos com taxas baixas. O nosso setor é muito dependente de linhas de crédito, por isto mesmo a expectativa até o final de 2015 é menos otimista que 2014, além dos reajustes de preços em razão dos ajustes da economia que também impactam no consumo menor. QUAL SUA EXPECTATIVA EMRELAÇÃO AO NOVO GOVERNO DILMA? O segundo governo Dilma tem que consertar os erros cometidos durante o primeiro, onde se desperdiçou os bons indicadores da economia naquele momento, concedendo benefícios populistas, com aumento do papel do Estado na economia. Agora, o novo ministro da Fazenda precisa conquistar a credibilidade do país, boa parte perdida pela engenharia financeira utilizada “Quemdeveriamandar no país é o cidadão, pois é quempaga as contas” presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Anamaco. pela equipe econômica anterior. Este é o grande objetivo do ministro Joaquim Levy: colocar o Brasil nos trilhos do crescimento. QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS GARGALOS? O Brasil é um país maravilhoso, mas é muito burocrático, e com uma máquina pública muito pesada e cara. Precisamos diminuir este custo para, a partir daí, sobrar recursos para investimentos em infraestrutura, que é o que precisamos. Investimos muito pouco por falta de recursos e precisamos urgentemente aumentar a produtividade brasileira, que é dificultada por conta da burocracia e nos coloca nos últimos lugares em competitividade com as principais economias do mundo. A CORRUPÇÃO PARECE QUE SE TORNOU CRÔNICA NA VIDA NACIONAL, COM SUCESSIVOS ESCÂNDALOS. O QUE FAZER? A corrupção tomou esta dimensão por conta da impunidade, como vimos na operação Lava Jato que está investigando e punindo pessoas importantes e poderosas. Sendo assim, vejo que tem solução, sendo necessário apenas cumprir a lei e punir os condenados. As pessoas vão saber que o crime tem punição. O QUE SE PODE FAZER PARA MELHORAR O DIA-A-DIA DO CIDADÃO? POUCO SE FALA E FAZ EM REFORMA DO ESTADO, REDUÇÃO DA BUROCRACIA, SIMPLIFICAÇÃO DA VIDA DO CIDADÃO... Precisamos apenas de um administrador menos político, mas que seja competente, justo, com planejamento de futuro, simplificando o ambiente de negócios e a vida do cidadão, tornando o Brasil um país mais justo para o seu povo e um local atraente ao investimento privado. COM A ATUAL QUANTIDADE DE MINISTÉRIOS, SERÁ QUE TAMBÉM NÃO VALE A PENA CRIAR UMA AGÊNCIA DE DESBUROCRATIZAÇÃO QUE ATUE EM TODOS OS NÍVEIS E FACILITE A VIDA DO CONTRIBUINTE E CIDADÃO? Acho que não precisamos de 39 ministérios, precisamos desburocratizar, diminuindo e tornando-os mais produtivos e eficazes. Essa desburocratização deve ser feita tanto na esfera federal, quanto estadual e municipal. Afinal, quem deveria mandar no país é o cidadão, pois é quem paga as contas. Governo é para servir. POR FIM, SEUS PLANOS E SONHOS FUTUROS. GERALDO CORDEIRO NA POLÍTICA NÃO SERIA UMA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO? Meu sonho é ver um país mais justo, onde cumprir a lei não seja vergonha. Um país onde as pessoas não tenham medo de ir a qualquer lugar, sem ter tantos custos adicionais, que seriam função do estado e que hoje temos que arcar com eles. Por fim, um país economicamente estável para termos um futuro mais planejado. h

RevistaAcomac Bahia l 15 EspaçoAnamaco PorCláudio Conz* l FotosReprodução/Divulgação Desde a popularização da internet e do surgimento do e-commerce, especialistas vêm dando como certo o fim das lojas físicas. Essa máxima tem sido propagada insistentemente nas mais diversas convenções ao redor do mundo sob a premissa de que o consumidor multicanal vai precisar de uma nova forma de comércio, que precisa se reinventar. No entanto, a 104ª edição do Big Show da NRF (National Retail Federation), principal evento de varejo no mundo, realizado em Nova York, em janeiro, mudou o tom da discussão e devolveu a loja física para o centro da discussão. Em vez de inimiga da tecnologia, a “loja de tijolo e cimento” passou a ser o principal foco do varejo multicanal. Os dados são reveladores: 95% das vendas no varejo americano são de marcas que possuem loja física e 76% das pessoas preferem comprar nesses estabelecimentos e, quando compram, consomem seis vezes mais do que em uma loja virtual. Justamente por isso, a ordem da vez é convergir. Cada vez mais os consumidores buscam uma experiência diferenciada de compra, que traga diversão, educação, emoção, engajamento e esclarecimento. Nesse contexto, as lojas precisam buscar novas formas de atender a esses desejos. Não basta apenas colher o máximo de informações possíveis sobre o cliente, é preciso saber utilizar esses dados para ampliar a experiência de compra dentro da loja e desenvolver um atendimento cada vez mais exclusivo a esse consumidor. O cliente quer comprar no site e retirar na loja, quer comprar via celular e receber em casa, quer usar a internet da sua loja para fazer pesquisa de preços e ninguém vai conseguir fidelizar esse consumidor se não oferecer uma experiência de canais de venda integrados e com conteúdo relevante. O renascimento dovarejo físico Presidente da Anamaco destaca força das lojas mesmo diante do crescimento do e-commerce Outro ponto importante é o chamado “Paradoxo do Varejo”. Os consumidores preferem comprar quando os lojistas param de tentar vender. Eles querem pesquisar através de seu telefone celular ou tablet sem serem abordados por vendedores dentro das lojas perguntando de cinco em cinco minutos se podem ajudá-lo. Tal comportamento faz com que tenhamos que repensar o papel dos nossos vendedores. O foco tem que ser a conquista do cliente e não apenas o fechamento da venda. Na loja física, a combinação de múltiplos pontos de contato com o cliente passa a ser imprescindível para a sobrevivência das marcas. Nesse contexto, o “Be the hub” é uma tendência bastante explorada. O objetivo das empresas agora é atrair o consumidor para áreas pensadas dentro da loja para o seu tempo livre, seja uma cafeteria, um espaço para deixar as crianças enquanto faz as compras ou mesmo uma livraria. Desta forma, a loja passa a se relacionar com o cliente pensando em seu bem-estar e comodidade e não apenas focando o processo de compra. Outro aspecto que requer uma readaptação dos estabelecimentos é a agilidade na entrega. O cliente quer comprar o produto hoje e quer que a entrega seja feita em questão de horas. Claro que, para atender tal desejo, será preciso uma série de mudanças, que não vão acontecer da noite para o dia, mas é importante ressaltar que a rapidez na entrega pode ser o diferencial Cláudio Elias Conz é presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), do Sindicato do Comércio Atacadista de Materiais de Construção do Estado de São Paulo (Sincomaco), do Instituto Brasileiro de Serviços e Tecnologia na Habitação (IBSTH) e do Comitê Nacional de Desenvolvimento Tecnológico da Habitação (CTECH), ligado ao Ministério das Cidades. É também membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), representando a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e presidente da Câmara da Construção da Federação do Comércio (Fecomércio) de São Paulo. Contato: presidencia@anamaco.com.br competitivo para a sua empresa fidelizar esse cliente. Com tudo isso, fica claro que o ponto de venda nunca esteve tão forte. É na loja física que o cliente tem a oportunidade de tocar, sentir e se encantar com os produtos e nós, do setor de material de construção, entendemos bem disso, pois vendemos todos os dias o sonho de uma casa mais bonita, confortável e segura. Se soubermos nos readaptar às necessidades dos consumidores atuais, certamente teremos muitos frutos a serem colhidos. Como eu sempre digo, o segredo continua sendo ajustar as velas para fazer o barco andar em direção aos bons ventos. E os bons ventos soprando em nossa direção são os do renascimento do varejo físico. h

AconteceAcomac PorDa Redação l FotosDivulgação 16 l RevistaAcomac Bahia Dentro do objetivo de ampliar a profissionalização da gestão da entidade, a Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-BA) mantém a proposta de ter um diretor executivo, que possa lidar diariamente com as questões da instituição, sob a supervisão da diretoria eleita pelos associados. “É uma forma de dar ainda mais dinamismo à entidade, sobretudo nas rotinas do dia a dia, já que tanto os membros da diretoria, quanto aos associados, precisam também focar em seus negócios, principalmente neste ano, em que a conjuntura econômica vai exigir mais jogo de cintura do empresário”, diz o presidente da Acomac-BA, Alexandre Cohim. O novo diretor executivo da entidade agora é o administrador de empresas e ex-lojista Osmar Araújo. Com experiência de 18 ano no varejo de material de construção, Araújo é uma referência no setor, tendo se mantido sempre atuante na Acomac-BA. “Me sinto muito confortável assumindo este novo desafio, pois estou cercado de pessoas que convivi por muito tempo, sabendo da capacidade e da vontade de toda a diretoria de tornar a Acomac-BA uma entidade de grande representatividade”, diz Osmar Araújo, que tem 38 anos. O executivo é casado, e é pai de duas filhas. Osmar Araújo é novo diretor executivo da Acomac-BA O administrador de empresas e ex-lojista anuncia planos para a entidade É com muita honra e responsabilidade que recebemos, da diretoria da Acomac-BA, a missão de dirigi-la no cargo de diretor executivo. O compromisso maior da entidade, sem dúvida, é com o associado, que dela espera uma atuação que gere resultados em seu interesse. A Acomac-BA atualmente proporciona diversas soluções, como o serviço jurídico, convênios financeiros, cursos, palestras e o Ecomac Bahia, um evento diferenciado em todo o setor. Além disso, ela atua institucionalmente junto ao Poder Público, sempre visando obter benefícios para o setor e o mercado como um todo. O fortalecimento e ampliação das parcerias com as indústrias e demais empresas do setor são cruciais para Missão e Responsabilidade a Acomac-BA, com as quais pretendemos incrementar e também criar novos formatos. É importante ressaltar que a participação do associado é fundamental, por isso estamos abertos à sugestões e críticas. Desta forma, coloco-me à inteira disposição dos associados através dos contatos da entidade (veja quadro). Assim, desejamos que este ano seja de sucesso a todos e esperamos corresponder à confiança da diretoria e associados. OSMAR ARAÚJO- Diretor Executivo

RevistaAcomac Bahia l 17 Osmar Araújo acredita que a Acomac-BA tem um grande potencial para se consolidar como uma entidade que cada vez mais cresce na representatividade do setor. “É uma instituição sólida em termos financeiros e econômicos, trazendo benefícios para o mercado de comércio de material de construção”, afirma. “É uma entidade estruturada, com sede própria, equipe profissional, assessoria de imprensa e jurídica, e uma ferramenta de comunicação maravilhosa, que é a Revista Acomac Bahia, além de realizarmos o maior encontro de lojistas de material de construção da América Latina”, relata, referindo-se ao Encontro de Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Ecomac Bahia). O executivo ainda ressalta que a Acomac-BA vem se tornando também uma importante referência no diálogo como governo, a exemplo da vitória alcançada com a redução, para o setor, das Margens de Valor Agregado (MVAs), usadas como referência na cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Tudo isso com apenas 4% das lojas de material de construção associadas na Bahia”, frisa Araújo, que espera ainda mais força da entidade, à medida que for crescendo o número de associados. O novo diretor executivo lamenta que a cultura do associativismo no setor ainda seja pequena em relação a outros estados do país. “Nós baianos ainda não enxergamos as grandes vantagens que podemos ter quando trabalhamos de forma unida”. Ele pretende incentivar a ampliação de associados, tornando a Acomac-BA “ainda mais atuante perante a sociedade, aumentando a qualidade e a quantidade dos benefícios fornecidos aos seus integrantes, ao proporcionar mais capacitação por meio de cursos e palestras”, como ressalta, citando o exemplo do MBA em Varejo de Material de Construção, cuja primeira turma foi lançada em 27 de fevereiro de 2015. Sobre o que esperar da sua gestão, Osmar Araújo é taxativo: “uma gestão ética e profissional”, resume. h Contatos Acomac-BA Telefone: (71) 3113-2480 Diretor executivo: Osmar Araújo (71) 9923-9111 E-mail: osmar@acomac-ba.com.br Endereço: Av. Tancredo Neves, 1632. Edf. Salvador Trade Center. Sala 2215 Torre Norte, Caminho das Árvores. Salvador – BA aAumentar número de associados aAmpliar quantidade e qualidade dos benefícios oferecidos aLevar mais benefícios para as lojas do interior da Bahia aAumentar a receita da entidade aMBA a24º Ecomac aProfissionalização da Acomac-BA Desafios2015

AconteceAcomac PorDa Redação l FotosAlvenir Jr. 18 l RevistaAcomac Bahia A Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Acomac-BA) realizou um dos seus principais projetos, dentro do foco de estimular a gestão profissional no ramo: o lançamento do primeiro MBA em Gestão Empresarial para o Setor de Material de Construção. O curso está sendo desenvolvido pela equipe da Universidade Corporativa Anamaco, instituição fundada há 11 anos pela Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção. Até então, a atuação da instituição estava limitada a São Paulo e Goiás. “Agora, estamos realizando um sonho da nossa gestão de também poder trazer este MBA para a Bahia, um produto já maduro e consolidado que, em mais de uma década de atuação da Universidade Anamaco, conseguiu atingir um nível de qualidade excepcional”, afirmou, orgulhoso, o presidente da Acomac-BA, Alexandre Cohim. Ele ressalta o fato de não existir no Brasil outras universidades que, em sua grades curriculares, reúnam conhecimentos acadêmicos aplicáveis à realidade específica do setor. “É uma oportunidade única para empresários e funcionários de gestão das lojas dematerial de construção”, frisou. Cerca de 40 pessoas estão inscritas no MBA, cujas aulas foram iniciadas no dia 27. A aula magna contou com a presença das principais autoridades do setor: além do presidente da Acomac-BA, o presidente de honra da Anamaco, José Olavo Nogueira, e os presidentes executivo, Cláudio Conz, e do Conselho Deliberativo e Diretor da entidade, Geraldo Cordeiro, além do reitor da Universidade, Professor Joaquim Ramalho, estiveram na Bahia, especialmente para o evento. material de construção comMBA” “Muito prazer: sou varejista de Bahia sedia primeiro curso de pós-graduação do Norte e Nordeste voltado para lojistas do setor “A alta gestão da Anamaco veio em peso prestigiar esta iniciativa da Acomac-BA, pois representa um exemplo para ouras associações do país, promovendo a qualificação profissional do setor”, afirmou Cláudio Conz. “É uma iniciativa de grande importância para o varejo baiano, agregando valor à gestão do setor no estado”, disse Geraldo Cordeiro. O evento contou ainda com a presença do presidente das Faculdades América do Sul, Amaury Meller Filho. A instituição é parceira da Universidade Anamaco na iniciativa. O CURSO O reitor da Universidade Anamaco explicou os avanços já obtidos em São Paulo e Goiânia. “Levamos os conhecimentos acadêmicos e aliamos a estes a realidade dos alunos, desenvolvendo umprograma onde já pudemos realizar avanços bem aplicáveis ao segmento, apontando tendências, perspectivas e novas estratégias para atuação no mercado, num ambiente propício que vai além do business simplesmente”, declarou Joaquim Ramalho. O curso tem duração de 20 meses, com duas aulas mensais: sempre numa sexta-feira à noite e no sábado seguinte, o dia inteiro. As aulas também serão ministradas na Casa do Comércio, na capital baiana. Integram a grade as seguintes disciplinas: Gestão da Qualidade, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Estratégica da Informação, Gestão de Marketing, Gestão de CRM (sigla em inglês para Gestão de Relacionamento com o Cliente), Gestão de Logística e Canais de Distribuição, Gestão de Pesquisa Mercadológica, Gestão Financeira, Gestão da Ética Corporativa, Gestão e Planejamento Estratégico, Gestão da Criatividade e Empreendedorismo, Produção Científica e Laboratório. Um dos participantes é o gestor Luiz Marcel Ribeiro, das Lojas Buriti, de Itabuna. Ele foi à solenidade da aula inaugural e, no dia seguinte, já estava na Casa do Comércio, ansioso pela segunda aula, destinada somente aos alunos. “Muito prazer: sou varejista de material de construção com MBA”, era a frase que expressa a satisfação do setor pela iniciativa da Acomac-BA. h

AconteceAcomac PorDa Redação l FotosAlvenir Jr. A Acomac-BA lança agora emmarço sua agenda de atividades para 2015. Um dos destaques é o MBA específico para o varejo de material da construção,que está sendo disponibilizado em parceria com a Universidade Anamaco, instituição da Associação Nacional de Comerciantes de Material de Construção. Todo o cronograma será divulgado em um jantar de confraternização oferecido aos associados. A entidade baiana vai manter o programa de palestras, considerado um marco na conscientização e atualização dos associados. “Este ano, teremos seis palestras: quatro na capital e duas no interior” , adianta Osmar Araújo, diretor executivo da Acomac-BA. As palestras no interior vão repetir os temas de maior repercussão a serem tratados em Salvador. OS ABORDAGENS SERÃO SOBRE: aControle de Perdas; aFormação de preço de venda no varejo com emaranhado tributário brasileiro; aControle de Despesas, gerando caixa para o futuro; aComo melhorar a produtividade de sua equipe. agenda de atividades Associação lança Presidente e diretor executivo antecipam eventos previstos na programação anual Acesse o nosso site www. acomac-ba.com.br e acompanhe as notícias e toda a programação de eventos da entidade, bem como a relação de benefícios para os associados. Confira também as edições da sua Revista Acomac Bahia no site da Editora Canal 2: www.canal2.com.br Acompanhe as novidades da Acomac-Ba RevistaAcomac Bahia l 19 24º ECOMAC BAHIA O tema do tradicional e tão aguardado Encontro de Comerciantes de Material de Construção da Bahia (Ecomac Bahia) será: “Como tornar sua loja mais lucrativa: Gestão com Foco na Rentabilidade”. O evento será realizado de 1º a 4 de outubro, no resort Iberostar Praia do Forte, no litoral norte baiano. “Sem dúvida este tema contempla todos os aspectos de gestão da empresa, por isto vamos abordar durante o ano nos subtemas nas palestras, culminando com o foco das questões a serem tratadas no Ecomac Bahia”, afirma Osmar Araújo. “É um tema que interessa a todos os varejistas do setor, sobretudo neste ano especial para a economia brasileira”, completa o presidente da Acomac-BA, Alexandre Cohim. “Todos devem se antecipar, obtendo descontos nas inscrições feitas no evento de lançamento”, ressalta Cohim, que agora em março vai apresentar,detalhadamente para os associados a programação de atividades e eventos da entidade até o final deste ano. h Cohim apresenta ações previstas

20 l RevistaAcomac Bahia Os lojistas do interior do estado estão cada vez mais se conscientizando da importância de participar e fortalecer uma entidade representativa da categoria, sobretudo junto ao Poder Público. “É justamente um dos nossos objetivos ter uma presença maior de associados do interior”, diz Osmar Araújo, diretor executivo da Associação dos Comerciantes de Material de Construção do Estado da Bahia (Acomac-BA). Agora em 2015, a Acomac-BA passou a contar com dois novos importantes integrantes das seguintes lojas: MF Barros Correia (Constrular), de Entre Rios; no Litoral Norte; e a Madeireira Caruaru, de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. “A Acomac-BA é muito importante para os comerciantes do setor de material de construção, pois os representa e os auxilia em várias esferas bem como promove cursos, palestras, revista,etc, por isso, a Madeireira Caruaru, como integrante deste setor tão do interior baiano Cresce representatividade Lojistas de Entre Rios e Simões Filho estão entre os novos associados inovador e empolgante, não poderia deixar de estar vinculada a esta renomada instituição, visando o conhecimento e aperfeiçoamento das nossas técnicas para o melhor desenvolvimento das nossas atividades e consequentemente do nosso negócio”, afirmou Silvana Lima, gestora da empresa. A oferta de financiamento para a compra de material de construção pelo Programa João-de-Barro do Bradesco foi o fator que levou a Constrular de Entre Rios a se associar. “Agora, estamos divulgando essa vantagem exclusiva para os clientes, principalmente os clientes do Bradesco”, conta a gerente do estabelecimento, Maria Freitas Barros Correia. Criado desde 2001, o Programa João-de-Barro é uma vantagem exclusiva para as lojas associadas ao sistema Anamaco/Fecomac/Acomac. O programa oferece aos clientes Bradesco financiamentos de material de construção com taxas a partir de 2,24% ao mês. h 1) O QUE É O PROGRAMA JOÃO-DE-BARRO? É uma linha de financiamento do Bradesco voltada à aquisição de materiais de construção. O objetivo principal do programa é viabilizar aos correntistas do Bradesco condições especiais de taxa e prazo para a realização de reforma ou construção. 2) QUEM PODE FINANCIAR PELO PROGRAMA JOÃO-DEBARRO? Somente correntistas do Banco Bradesco podem ter acesso à linha de financiamento. A linha, no entanto, não está disponível para pessoas com conta poupança no banco, pois o pagamento mensal do financiamento é feito com débito em conta corrente. 3) QUAIS LOJAS PODEM REALIZAR O FINANCIAMENTO? O convênio João-de-Barro é destinado exclusivamente às lojas associadas ao sistema Anamaco/Fecomac/Acomac. 4) QUAIS SÃO AS CONDIÇÕES GERAIS DA LINHA? O limite de financiamento é de no mínimo R$ 500,00 e no máximo conforme a análise de crédito do cliente. O prazo de pagamento é de até 48 meses. O cliente ainda conta com a opção de financiamento em 10 vezes iguais. Saibamais sobre o convênio com o Bradesco e associe-se você também! AconteceAcomac PorDa Redação l FotosReprodução/Divulgação

RevistaAcomac Bahia l 21 5) QUAIS AS TAXAS DE JUROS? Prazos Taxas atuais De 1 a 6 meses.................2,24% De 7 a 12 meses...............2,82% De 13 a 24 meses............4,16% De 25 a 48 meses...........4,26% O IOF (Imposto sobre Operações de Crédito) é financiado e acrescido no valor das parcelas. 6) O QUE É O SIMULADOR DO JOÃO-DE-BARRO? É um software desenvolvido pelo Bradesco para facilitar a simulação de compra para o consumidor final. 7) COMO FUNCIONA O SIMULADOR? Após fazer o download do programa no site da Anamaco, a loja terá o simulador instalado em seu computador. É preciso que ela esteja conectada à internet quando quiser enviar alguma proposta ao banco. O simulador permite que as lojas simulem situações de compra para o cliente final. Permite, também, que elas enviem diretamente a uma central do Bradesco as simulações para aprovação. Esta central devolve a aprovação ou não em até 48 horas diretamente para o email da loja que solicitou e fica a cargo da loja informar o cliente sobre a aprovação do crédito (o que ajuda a fidelizar o cliente e a venda). 8) COMO EU FAÇO PARA RECEBER O SIMULADOR? A Anamaco informa sobre as atualizações do software em seus informativos e boletins, além de enviar comunicação por email marketing, informando sobre mudanças e sobre o link para que as lojas baixem a nova versão do programa. Ele também está disponível para download no site da Anamaco. 9) O CLIENTE PRECISARÁ IR A SUA AGÊNCIA BANCÁRIA? QUANDO? Quando a central do Bradesco responder sobre a aprovação ou não da proposta para a loja, ela também informará automaticamente o gerente da conta do cliente e ele terá que se dirigir à agência para assinar a liberação do crédito. Fonte: Anamaco/Acomac-BA 10) COMO SERÁ FEITA A ANÁLISE DE CRÉDITO DO CLIENTE? A análise de crédito do Bradesco é baseada nos seguintes itens: idade mínima (18 anos); responsabilidade já assumida com o Bradesco (Financiamento, Cartão de Crédito, Limite de Cheque Especial, entre outros); impedimentos e restrições nas principais bases públicas (Serasa, SPC, entre outras); política de crédito estipulada pelo banco (capacidade de pagamento das prestações) e outros aspectos. Após a aprovação ou não da proposta, a agência emitirá uma autorização para que o consumidor possa se dirigir à loja e efetivar a compra. A Nota Fiscal de Venda de Mercadorias deve ser entregue à agência para a formalização do contrato de financiamento. A contratação do financiamento será realizada na agência onde o cliente possui conta corrente, mediante a apresentação da nota fiscal e assinatura do contrato pelos proponentes. 11) COMO É FEITA A LIBERAÇÃO DO CRÉDITO PARA A LOJA? O valor do financiamento será creditado diretamente na conta corrente da loja conveniada. Para a retirada do material é preciso que o cliente apresente na loja o contrato de financiamento emitido pelo Bradesco. 12) O QUE FAZER SE EU TIVER DÚVIDAS SOBRE O SIMULADOR DO “JOÃO-DEBARRO”? Envie um email para joaodebarro@anamaco.com.br com as suas dúvidas.

Evento PorCris Montenegrol FotosReginaldo Santos 22 l RevistaAcomac Bahia Associados da capital e do interior, convidados da indústria, entidades de classe e representantes participaram da festa de confraternização da Acomac-Ba, realizada no dia 27 de novembro, no Villa São José Cerimonial, em Salvador. A programação contou com a apresentação da votação eletrônica, pelos associados, para a escolha dos Melhores de 2014, do segmento de material de construção. A abertura da solenidade ficou a cargo do presidente da Acomac-Ba, Alexandre Cohim, que subiu ao palco acompanhado pelo vice, JoãoAndrade para as devidas saudações. Foram premiados: Wagner Borges (Consultor comercial), Fortlev (Indústria parceira), Jorge de Moraes (Rede Erguer) e Massa Fina/Feira de Santana (Companheiro lojista). Após a entrega dos troféus, o presidente do Conselho Deliberativo e Diretor da Anamaco e vice da Acomac-Ba, Mais umano de realizações Acomac-BA celebra vitórias em jantar dançante Geraldo Cordeiro, falou sobre as principais ações realizadas pela entidade ao longo de 2014, ano marcado pelo encerramento das comemorações dos 50 anos do sistema Anamaco/ Fecomac / Acomac. Em seguida, o presidente Alexandre Cohim ressaltou a atual situação do país, fez algumas considerações sobre o papel do empresariado no cenário econômico, assim como expôs os principais objetivos da entidade para esse ano, como o aumento do programa de benefícios e do numero de associados, a ampliação do processo de interiorização e da presença institucional junto ao Poder Publico e a sociedade, e antecipou a escolha do Iberostar Praia do Forte como o local do 24º Ecomac Bahia, e desejou a todos uma excelente festa. Após a solenidade, em clima de alegria e descontração, houve o jantar, ao som do cantor Nando Borges e sua banda.

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26 l RevistaAcomac Bahia Legislação e Tributos PorPedro Quintella Rivas* l FotosReprodução/Divulgação O crescimento de uma empresa, ao menos no que se refere à sua administração, condiciona-se à observância de um ideal: planejamento. O empresário moderno só consegue desenvolver sua empresa se toma suas decisões antecipadamente sobre o que deve ser feito, ou seja, antecipa os riscos para equalizar a melhor decisão a ser tomada. Em virtude da dinâmica alcançada pela globalização, o mercado atual não perdoa os empresários que não anteveem os riscos de sua atividade econômica para tomarem as decisões mais adequadas ao desenvolvimento da empresa. Essa é a real importância da assessoria jurídica empresarial: auxiliar na antecipação dos riscos e, por via de consequência, no planejamento empresarial. É sabido que a maioria dos empresários brasileiros, principalmente, os pequenos e médios, cujas suas sociedades não possuem um departamento jurídico e/ou não contam com uma assessoria jurídica de forma permanente e contínua, somente tratam e se A importância da Organizações devem desenvolver cultura jurídico empresarial preocupam com as questões jurídicas quando já existentes as demandas judiciais e/ou administrativas, ou seja, só há preocupação com as questões jurídicas quando são citados judicialmente, sejam de cunhos tributários (autuações fiscais), comerciais, trabalhistas, contratuais ou oriundas das relações de consumo. Esta situação ocorre em razão da descrença, negligência, desconhecimento ou descaso de alguns empresários, que não possuem a visão e a consciência da importância de se obter a consultoria e a assessoria jurídica em caráter preventivo, para evitar e/ou reduzir o passivo judicial já existente em suas sociedades, bem como aquele que se encontra de forma oculta, sem haver, ainda, a respectivas demanda. Alguns empresários, sequer tem o conhecimento da existência de tais passivos, explicando melhor, como exemplo, determinada relação com empregados que não estejam em conformidade o que preceitua o acordo coletivo da categoria, ora, mesmo que ainda não existam “ações trabalhistas” é certo que todos os funcionários, futuramente, poderão ingressar em juízo para pleitear os seus direitos amparados no citado acordo, que dependendo do número de funcionários, pode vir a inviabilizar a continuidade do negócio, é o que chamamos de passivo judicial oculto, por não termos a noção de quando e quanto estaremos discutindo judicialmente, que é diferente do já existente, número de ações judiciais em curso, no que se refere ao “quantum”, efetivamente, se esteja colocando em risco. atuação preventiva “Omercado atual não perdoa os empresários que não anteveemos riscos de sua atividade econômica para tomaremas decisões mais adequadas ao desenvolvimento da empresa”

RevistaAcomac Bahia l 27 A falta de conhecimento e capacitação jurídica é um dos principais problemas que pequenas e médias empresas e startups enfrentam tanto no início da operação como no decorrer do seu funcionamento. Questões como contrato social, direito trabalhista, planejamento tributário, entre outros, estão entre as principais dificuldades dos empreendedores. Para evitar alguns problemas, o advogado Pedro Schaffa, sócio-fundador de uma empresa especializada na área, listou algumas dicas: ELABORAÇÃO DE CONTRATOS Um problema para PMEs e startups é que quando as operações são iniciadas, dificilmente os empreendedores pensam nas épocas de crise, tanto no contrato social como nos contratos que as empresas elaboram com os fornecedores ou clientes. Normalmente, os contratos de PMEs deixam as partes satisfeitas num primeiro momento, mas dificilmente preveem como resolver os problemas e, quando estes surgem, as partes - contratado e contratante - dificilmente resolvem com um acordo simples. É preciso que os contratos sejam feitos de modo a prever adversidades, sem utilizar apenas contratos padrões. Toda empresa deve levar em consideração suas particularidades, antecipando problemas que podem acontecer. Contratos são firmados exatamente para os momentos de dificuldades, quando as partes não estão de acordo uma com a outra, quando tudo vai bem para ambas as partes ninguém precisa ver o que está escrito no contrato. É preciso se antecipar aos problemas que podem surgir. Com a ajuda de um advogado especializado é possível elaborar um contrato sem brechas e que seja efetivo na resolução de problemas futuros. OBSERVAR COM ATENÇÃO DETALHES TRABALHISTAS Para as empresas que estão em processo de elaboração do modelo de negócio é fundamental observar com atenção a parte trabalhista. Normalmente, os empresários que iniciam o negócio e contratam pessoas definem os salários mas esquecem de calcular os encargos trabalhistas e não observam com atenção o que aconteceria e quanto seria gasto se os funcionários forem demitidos. Há casos em que uma empresa com orçamento contado para um ou dois anos de operação pode chegar à falência por causa de demissão de empregados. Assim, é importante para uma PME prever quais seriam as despesas caso um funcionário tenha de ser demitido e os custos com encargos trabalhistas. Dicas jurídicas paraPMEs e Startups REALIZAR UM PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO Para startups e PMEs que sabem que terão prejuízos nos meses de operação, é fundamental um planejamento tributário. Para uma empresa que decide entrar no regime de tributação pelo lucro presumido ou até mesmo pelo regime simplificado - Supersimples- e não registra lucro nos primeiros anos, o empreendedor paga imposto em cima de um valor que não está recebendo. Se houver um planejamento tributário bem feito, correto e que saiba que a empresa só passará a ter lucros significativos dentro de alguns anos, o ideal é inserir o negócio dentro do regime de tributação pelo lucro real – reduzindo os custos com impostos, dependendo do perfil da empresa. FORMALIZAR RELAÇÕES DE TRABALHO Quando se fala em empresas pequenas é importante formalizar todos os negócios fechados. A não elaboração de um contrato no momento da contratação de um serviço ou a venda de um produto - ou a assinatura de um contrato mal formulado - pode ser fatal e a PME pode acabar levando um calote. Para uma pequena empresa que precisa de dinheiro em caixa isso é altamente arriscado, pois pode levar anos para se recuperar o valor exigido por meio de uma ação judicial. Então, o ideal é já ter um contrato padrão para um determinado tipo de produto ou serviço que a empresa normalmente oferece. Muitos empresários acham que elaborar um contrato demora e por conta disso acabam fechando o serviço somente com um acordo verbal - o que é altamente não aconselhável – mas a existência de um contrato padrão, elaborado por um advogado, e o qual o empresário utiliza no seu dia a dia elimina essa demora e gera uma segurança jurídica para todos os atos do empresário. MULTAS E CLÁUSULAS PENAIS SÃO FUNDAMENTAIS O contrato deve prever as penalidades e multas para quem o descumpre. Formas de pagamento, multas por atraso, o que acontece se a prestação de serviço for excedida, se existe ou não cobrança extra, quais são as multas que incidem sobre esses serviços, as obrigações de cada parte com as questões trabalhistas, além de serviços que serão entregues e prazos, são alguns pontos que devem ser previstos em todo contrato firmado pela empresa. É necessário que as cláusulas determinem qual será a penalidade caso algum desses elementos não sejam cumpridos, caso contrário não há estímulo para que as partes cumpram suas obrigações. PREVISÃO DE SAÍDA DE SÓCIO Para uma empresa que está começando ou para uma empresa pequena a saída de um sócio que não está satisfeito com a sua participação pode gerar um grande problema, pois muitas vezes o sócio é parte integrante da máquina da empresa. A partir do momento que há uma ruptura, todo o planejamento é alterado. Então, é necessário, a partir da elaboração bem feita de um contrato social, criar mecanismos para evitar que os sócios desistam de desfazer a sociedade por qualquer empecilho. É essencial definir o que acontece quando um dos sócios sair ou falecer, para evitar que a empresa pare de funcionar. Aquele sócio receberá pagamento integral pelo valor das ações, pelo valor da empresa ou pelo valor do faturamento da empresa? São coisas que precisam ser definidas de modo a evitar brigas judiciais por acordos mal elaborados, não previstos em contrato e que tornam a batalha judicial extremamente desgastante. CONTRATO DE VESTING Principalmente para startups com foco em tecnologia, o vesting é essencial para criar comprometimento entre os sócios e evitar problemas trabalhistas. Ao adotar o vesting o empreendedor garante que só aquelas pessoas que realmente estão preocupadas com a empresa se tornarão sócios. É uma maneira de você premiar aqueles que se dedicam à empresa. Além disso, o vestingajuda na contratação de pessoas que a empresa ainda não pode pagar. Para empresas que necessitam de resultados e pessoas com comprometimento, o vesting é essencial. O vesting também evita que você dê participação acionaria para um funcionário não comprometido com a empresa e que em pouco tempo estará fora da empresa (o vesting evita uma das situações mais desconfortáveis no mundo empresarial, quando um funcionário com participação acionária entra na justiça do trabalho contra a empresa que trabalhava enquanto ainda é acionista da mesma empresa). A IMPORTÂNCIA DE UM ADVOGADO SEMPRE PRESENTE A cultura de contratar um advogado somente quando surge um problema na empresa pode custar muito caro. No caso de pequenas empresas, o normal é que ela não tenha dinheiro para ficar trocando de advogado a todo o momento. Então se surgir um problema que a empresa poderia ter solucionado antes com um trabalho preventivo, esse problema pode custar a vida da empresa. O custo de uma briga judicial pode ser insustentável para uma pequena empresa, enquanto o trabalho preventivo pode ser facilmente encaixado em um orçamento. A prevenção jurídica, que busca evitar o surgimento de contingências e brigas judiciais, é um investimento que, em alguns casos, vale mais do que uma consultoria financeira ou de marketing, comparando-se o retorno financeiro. *Fonte: Seven Public Relation

O advogadoPedro Quintella Rivas é especialista em Direito Tributário, sendo sócio fundador da Rivas, Pereira & Paschoal - Advocacia Inteligente, além de integrante do Conselho Consultivo dos Jovens Advogados da seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA). ANTECIPAR RISCOS A cultura jurídico empresarial brasileira encontra-se muito atrasada, uma vez que só se procuram advogados após ter uma ação judicial em tramitação - o que impossibilita a antecipação dos riscos. Para se ter uma ideia, após instaurada uma ação judicial, um advogado tributarista cobra, em média, 20% do valor do auto de infração para fazer uma defesa tributária. O trabalhista, por sua vez, cobra 30% das verbas pleiteadas. Esses montantes, colocados em cifras, giram em torno dos milhões, a depender do valor da ação. Como poderá o empresário antever quando será demandado na Justiça? Aliás, quando o for, certamente, não conseguirá se planejar para tanto. Caso contasse com uma assessoria jurídica já saberia, de antemão, o quanto de risco estaria expondo-se em suas relações, sejam elas trabalhistas, tributárias, cíveis/empresariais ou de consumo. Dessa forma, o empresário pode antever situações futuras e preparar-se para as mesmas de forma planejada, evitando-se, assim, situações que o coloque obrigado a desembolsar um montante que prejudicaria o capital de giro de sua empresa. Essa ideia de planejamento está relacionada a outra também muito importante: segurança. A assessoria jurídica atrai, indiscutivelmente, maior segurança aos negócios praticados pela empresa, seja na análise e elaboração de contratos ou pela presença física do advogado na negociação para auxiliar o empresário na tomada de decisão. Esta segurança alcançada viabiliza a prática do planejamento mencionado, de modo a minimizarem o passivo jurídico futuro, bem como os riscos de penalidades pelo Poder Público e prejuízos frente a terceiros. Igualmente, sempre que o empresário tiver dúvidas sobre como proceder a determinado ato, como, por exemplo, a demissão de um funcionário, poderá consultar a assessoria que irá lhe emitir um parecer com as ações corretas a serem tomadas. Tudo a garantir que o empresário atue dentro da mais estrita legalidade, evitando eventuais multas e demandas judiciais indesejáveis. A PRÁTICA Saindo da teoria, vamos analisar o resultado prático das assessorias jurídicas. Para tanto, recorramo-nos a duas pesquisas recentemente realizadas, uma a mando do Sebrae Nacional e outra da Ordem dos Advogados do Brasil de Goiás (OAB/GO). Na primeira delas chegou-se a um dado alarmante: 32% das micro e pequenas empresas não permanecem em atividade após os dois primeiros anos de existência. A principal razão, parafraseando o próprio superintendente do Sebrae Goiás, é a “ausência de planejamento (pesquisa realizada pelo Sebrae nacional divulgada no jornal goiano “O Popular” em 21 de outubro de 2011, página 14.)”. Na segunda pesquisa, dados ainda mais consistentes demonstram a superioridade, no mercado, das empresas assessoradas. Enquanto nas empresas de pequeno porte o índice das que possuem assessoria é de 73%, nas empresas de médio porte esse percentual sobe para 96% e alcança 100% nas empresas de grande porte (pesquisa encomendada pela OAB/GO, publicada em 2011, elaborada e executada pela Marketssciense – Ciência de Mercado.). É preciso saber interpretar esses números. O maior percentual de assessoramento nas empresas de médio e grande porte não se dá pelo volume maior de demandas dessas empresas. Pelo contrário. Elas só alcançaram esse “porte” porque, desde o início, contavam com uma assessoria jurídica de qualidade que lhes auxiliavam em seus planejamentos. Quando tiveram que enfrentar demandas judiciais, já sabiam previamente o quanto de risco estavam expostas, e, portanto, o quanto iriam desembolsar nestas demandas. Em termos claros: essas empresas se planejaram e, por isso, cresceram com segurança. Planejar-se, mais que nunca, é imprescindível para o desenvolvimento. Procurar serviços advocatícios apenas quando se encontra em situação de réu em uma demanda judicial e/ ou administrativa é deixar de se planejar, diminuir o seu passivo jurídico, minimizando futuras demandas jurídicas. Deixar de, com isso, economizar tempo e dinheiro. Deixar de celebrar negócios seguros, céleres e lucrativos. Enfim, deixar de crescer. h “A cultura jurídico empresarial brasileira encontra-semuito atrasada, uma vez que só se procuramadvogados após ter uma ação judicial emtramitação” Legislação e Tributos 28 l RevistaAcomac Bahia

Legislação e Tributos PorLorena Souza l FotosAlvenir Jr. Desde o início de 2015, com o fim do prazo de adesão no final de janeiro, o Supersimples foi um dos assuntos mais comentados neste primeiro trimestre de 2015. É que, a partir deste ano, diversos setores de serviços poderão optar pelo regime simplificado de tributação (Simples Nacional, também conhecido como Supersimples. As mudanças no regime tributário para as micro e pequenas empresas foram tema de palestras promovida pelo Conselho Regional de Representantes Comerciais da Bahia (Core). A especialista Marice Fronchetti detalhou o assunto, em evento realizado no auditório da Associação Bahiana de Supermercados (Abase), no bairro de Jardim Armação, em Salvador. O novo sistema de tributação possibilitou a inclusão de 142 diferentes setores de serviços no Supersimples- LC nº 123/2006 e unificou oito impostos em um único boleto, além de reduzir, em média, 40% a carga tributária. Toda empresa com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões poderá ser enquadrada no modelo, independente de sua atividade. Agora, é levado em consideração apenas o faturamento da empresa, independente do ramo de atuação, visto que todas as atividades poderão optar pelo regime de tributação simplificado. O texto da lei complementar traz avanços tanto para as micro e pequenas empresas, como para os microempreendedores individuais, principalmente com relação ao ingresso do setor de serviços no Supersimples, redução de tributos, extrema desburocratização e vantagens em compras governamentais. O tempo de abertura da pequena empresa também diminuiu. Com a nova legislação, o tempo de estimativa deverá cair para apenas cinco dias, quando o tempo médio de espera chegava até 107 dias. E o mesmo deve acontecer como tempo de fechamento, que também ganhará agilidade, diminuindo os registros de CNPJs inativos Entendendo o Novo regime simplificado de tributação pode ser considerado um lucro presumido disfarçado e o excesso de burocracia. Mas, como nem tudo ‘são flores’, o novo modelo de Supersimples não é visto apenas com bons olhos. Especialistas alertam que o risco para as pequenas e médias empresas é delas passarem a pagar mais impostos, ao invés de diminuírem o peso da carga tributária. O ponto mais crítico fica para as empresas de representação comercial, que reforça a necessidade de um planejamento tributário, visto que a totalidade dos empresários que exercem a atividade terá impacto tributário considerável, até mesmo mais que a tributação pelo lucro presumido. Pode-se, por outro lado, considerar como pontos positivos da norma, a redução de custos com burocracia, a vedação de instituição de novas obrigações acessórias, se não previstas pelo Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), bem como incentivos á exportação e tratamento diferenciado e simplificado das empresas do Simples Nacional nas contratações públicas e estímulo a inovação. Vale ressaltar que para as empresas do setor do varejo e gêneros alimentícios em nada sofrem com a criação desta tabela, por já estarem incluídas no regime simplificado. Para as demais empresas, cabe continuar lutando pela redução da carga tributária direcionadas para o seu setor, e avaliar o que vale mais apena, antes de aderir ao novo modelo de tributação. h Supersimples Asmudanças no regime tributário para asmicro e pequenas empresas foramtema de palestras promovidas pelo ConselhoRegional de Representantes Comerciais da Bahia (Core) RevistaAcomac Bahia l 29

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