Revista Yacht #96 - Canal2 - page 117

YACHT
agosto 2017
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apurada técnica, competência e experiên-
cia, o time mostrou que tem sorte. Sim, por-
que, especialmente nesta edição, foi preciso
contar com a sorte para encontrar os peixes.
Eles simplesmente sumiram do mar, fato
que já era esperado antes mesmo das equi-
pes pousarem em Quépos, cidade-sede do
evento. “Já estávamos sabendo desde antes
que o número de peixes estava reduzido.
Uns dizem que é consequência do El Niño,
outros que advém do aquecimento global,
mas são apenas especulações”, explica
Xande. “Isso não é incomum. Existem anos
com abundância e outros com pouquíssi-
mos peixes. É um movimento cíclico e, cer-
tamente, em breve, eles voltam a aparecer
em grande quantidade.”, completa.
O fato é que houve realmente muito
menos peixes do que no ano passado. Em
2017, as equipes pescaram juntas 254 pei-
xes de bico; em 2016 foram 1509. Mas en-
quanto os animais da espécie mais comum
(Sailfish) se esconderam, os raros e cobiça-
dos Marlins fizeram a alegria dos pescado-
res. No ano passado, apenas 14 aparece-
ram. Este ano, 52 bailaram sobre as águas
costa-riquenhas, em disputas emocionan-
tes. Segundo a organização do torneio, nes-
ta edição registrou-se mais Marlins do que
nas últimas quatro somadas. Vale ressaltar
que 100% dos peixes-de-bico são liberados
com vida.
Atuação baiana
Diante dessa redução no número de pei-
xes, os representantes da Bahia não conse-
guiram ficar em boas posições no ranking.
Das quatro classificadas em torneios promo-
vidos pelo Yacht, a Maria Mar foi a melhor,
ficando em 16
o
lugar. Logo depois, veio a
Red Neck, que ficou em 18
o
. Casca Grossa e
Lika Pesca ocuparam a 29
a
e 35
a
colocação,
respectivamente. No geral, a performance
foi inferior à do ano passado, mas nada de
tristeza entre os pescadores do Clube. “Sa-
bemos do potencial das equipes baianas.
Resultados menos proveitosos acontecem,
principalmente no esporte que praticamos,
em que o fator sorte é preponderante”, afir-
ma Hernani Sá, da Lika Pesca. “Mas é claro
que o fato de uma equipe brasileira ter ga-
nhado o torneio tira um pouco do peso da
gente não ter ficado entre os melhores e nos
deixa mais aliviados e felizes”, confessa.
Participar do OWC já é uma premiação. O
torneio é considerado o principal campeona-
to de pesca de água salgada do mundo. Este
ano, reuniu 255 pescadores, distribuídos
em 50 equipes de 29 países diferentes. Os
torneios baianos que classificam as equipes
para o OWC são: Torneio do Yacht Clube da
Bahia, Torneio de Pesca de Fundo, Torneio
de Canavieiras e Torneio de Santo André.
“Só participam do OWC as equipes campe-
ãs dos principais torneios do mundo. Pode-
mos dizer que só de estar lá já damos uma
mostra da qualidade das nossas equipes e
da seriedade das nossas competições. Para
registrar um torneio como classificatório, é
preciso atender a uma série de exigências”,
afirma Xande.
Torneios locais
Aqui no Oceano Atlântico as linhas co-
meçam a ir para a água neste mês de maio.
Na temporada de inverno, acontecem o Tor-
neio de Fundo e o Torneio Baía de Todos-os-
Santos. Confira o calendário com as datas
das disputas e inscreva logo a sua equipe na
secretaria do Clube.
Campea Ponta Negra
Casca Grossa
Maria Mar
Red Neck
Lika Pesca
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